Moradora de Pelotas, no Rio Grande do Sul, a maquiadora Priscila Martins, 47, disse que a ventania do final da tarde desta quinta-feira (6) foi rápida, mas tão intensa que "fez estrago na cidade toda". A região Sul enfrenta a passagem de um ciclone-bomba.

A carioca, que mora há dez anos na cidade do sul gaúcho, no bairro Areal, estava em casa com a filha quando o vento começou, perto das 18h. "Não foi qualquer ventania, foi 'a' ventania", disse ela à Folha.

"Automaticamente já acabou a luz. Pedi para minha filha esperar um pouco, para eu levá-la até a casa dela, no bairro Fragata. E a ventania passou rápido. Mas, quando saímos de casa, uma ou duas horas depois da ventania, e atravessei a cidade, vi todo o estrago. Tinha avenida com uns oito postes caídos, lojas com os letreiros no chão, árvores e galhos no meio da pista", conta ela.

Pavilhão de aulas do campus da Furg (Universidade Federal do Rio Grande) atingido pelo telhado de um prédio vizinho durante a ventania desta quinta-feira (6), em Pelotas (RS) - Glaudenir Hofalcker de Lemos/Arquivo pessoal

A luz na sua residência voltou perto das 22h, mas caiu de novo na meia hora seguinte. A energia só voltou mesmo já de madrugada. Mas ela conta que isso é frequente por lá. "Aqui deu uma chuvinha, um vento, falta luz, sempre. "Então, para gente, já não é novidade", revela.