PUBLICIDADE Segundo a Polícia Civil, quadrilha recrutava pessoas pelas redes sociais para retirar os veículos e utilizava contas de terceiros para ocultar o dinheiro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Loja de carros usados: Polícia desarticulou quadrilha que alugava veículos e os inseria no mercado clandestino — Foto: Marcelo Theobald Policiais civis da 41ª DP (Tanque), na Zona Sudoeste do Rio, realizaram, nesta sexta-feira (7), a Operação Loki para desarticular uma organização criminosa suspeita de desviar veículos de locadoras e revendê-los como se estivessem regularizados. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na capital e na Baixada Fluminense, com apoio de unidades do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC). Durante a ação, os agentes apreenderam três veículos, celulares, computadores, documentos relacionados aos automóveis e cédulas falsas. Segundo a investigação, iniciada em janeiro deste ano, o grupo teria causado prejuízo milionário a uma grande empresa do setor. O esquema consistia na locação dos automóveis por meio de uma empresa de fachada. Em vez de devolver os carros ao fim do contrato, os investigados os inseriam no mercado clandestino, simulando que possuíam origem regular. De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos criaram uma empresa registrada em nome de um "laranja", utilizada exclusivamente para firmar dezenas de contratos de aluguel. Em seguida, pessoas recrutadas por meio de anúncios em redes sociais eram contratadas para retirar os veículos nas unidades da locadora. Depois, os automóveis eram entregues a intermediários e estabelecimentos comerciais responsáveis pela revenda. As investigações apontam ainda que, em alguns casos, os veículos tinham sinais identificadores, como chassi e motor, adulterados antes de serem comercializados. A quadrilha também utilizava outra empresa de fachada e contas bancárias de terceiros para receber e pulverizar os valores obtidos com as vendas, dificultando o rastreamento do dinheiro. A apuração identificou ainda o aliciamento de um adolescente de 16 anos, que teria cedido sua conta bancária para movimentação dos recursos provenientes do esquema. Segundo a Polícia Civil, além dos prejuízos causados à locadora, a fraude colocava consumidores e comerciantes em risco, já que os veículos revendidos poderiam apresentar pendências contratuais ou adulterações capazes de impedir sua regularização e até resultar na perda do bem adquirido. O nome da operação faz referência a Loki, personagem da mitologia nórdica associado ao engano e à dissimulação, em alusão ao modo como a organização criminosa buscava conferir aparência de legalidade aos veículos desviados.