Causa da morte não foi revelada 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Clodd Dias — Foto: Reprodução A atriz Clodd Dias morreu nesta quinta-feira (7), aos 49 anos. Conhecida por trabalhos em produções como “As five” (2023), do Globoplay, e “Manhãs de setembro” (2021), do Prime Video, ela teve a morte confirmada nas redes sociais pela agência que a representava. “Descanse em paz, Clodd Dias”, escreveu a Agência Jabuticaba em uma publicação no Instagram. A causa da morte não foi informada. O velório e o sepultamento acontecem nesta sexta-feira, dia 8, à tarde, no Cemitério da Vila Formosa, em São Paulo, segundo informações da revista “Quem”. Nascida em Itapetininga, no interior paulista, Clodd teve seu primeiro contato com as artes aos 14 anos. Depois de se mudar para a capital, estudou no Teatro Escola Célia Helena, onde concluiu a formação em 2001. No teatro, a atriz integrou montagens como “Entrega para Jezebel”, “Mãe de Santo”, “A mulher que digita”, “Esperando Godot” e “Negrinha”. Sua trajetória no audiovisual inclui, além de “As five” (2023) e “Manhãs de setembro” (2021), as séries “Ayô” (2025) e “Notícias populares” (2022). Ela também atuou nos filmes “Rodeio Rock” (2023), “O clube das mulheres de negócios” (2022) e “Dois mais dois” (2021). Em 2026, Clodd participou ainda do espetáculo “O céu fora daquela janela”, apresentado no Sesc Vila Mariana. A morte da artista também foi lamentada pelo jornalista e crítico teatral Miguel Arcanjo Prado. Em uma publicação no Instagram, ele destacou que Clodd, além de atriz, era cantora, poetisa e dubladora. “Uma atriz de rara sensibilidade e uma joia rara da cultura brasileira. Como uma tigresa, ela inventou o seu lugar. Tive a honra de poder ter lhe concedido, em vida e no palco emblemático do Theatro Municipal, o Prêmio Arcanjo em 2021, quando ela e Divina Nubia receberam o troféu em Streaming TV pela atuação na série 'Manhãs de setembro', ao lado de Liniker, um marco na representatividade trans na TV”, declarou. O diretor de teatro Ruy Cortez também se manifestou sobre a morte. Ele definiu Clodd como um “talento nato e absoluto” e criticou a forma como artistas são tratados no país. “Tristeza absoluta com a perda de Clodd Dias, mais uma mulher trans preta que nos deixa, mais uma atriz, uma artista brasileira que foi sendo morta pela tristeza de um país que não valoriza seus artistas, pior, os maltrata com absoluto desinteresse. Clodd sempre lutou por condições de dignidade para si. Triste quando constatamos que, mais uma vez, falhamos. Clodd era uma artista visceral. Desde o tempo da escola, era tida como um talento nato, absoluto. Que os deuses a acolham, recebam em puro amor.”
Morre a atriz Clodd Dias, aos 49 anos
Causa da morte não foi revelada







