0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Refinaria Gabriel Passos, da Petrobras, em Betim — Foto: DOUGLAS MAGNO/AFP O aumento do preço do petróleo no mercado internacional deve impulsionar a arrecadação do governo federal em 2026. A combinação entre a valorização do barril de Brent e o crescimento da produção brasileira de petróleo pode elevar em 40,4% as receitas da União com a exploração de recursos naturais. A estimativa é do Banco Pine, em estudo antecipado para o blog. Inflação nos supermercados recua 0,3% em julho com tombo nos preços de legumes. ConfiraRevisões ganham força, mas mercado ainda não vê inflação dentro da meta em 2026 Na quinta-feira, a Petrobras anunciou o terceiro maior lucro trimestral de sua história. Entre abril e junho, a estatal teve ganhos de R$ 52,4 bilhões, um avanço de 96,8% na comparação com igual período do ano passado, superando a estimativa dos analistas de mercado, em torno de R4 45 bilhões. No acumulado do primeiro semestre, o lucro subiu 37,6% e alcançou R$ 85,1 bilhões. O banco considera um cenário em que o barril do Brent permaneça em torno de US$ 85 ao longo do ano, acumulando valorização de aproximadamente 40% em 2026, com o dólar cotado a R$ 5,11. Nesse contexto, as receitas do governo com recursos naturais cresceriam 31,4%. Além disso, diante da expectativa de expansão de 7,7% da produção brasileira de petróleo em 2026, segundo projeção da Opep+, a arrecadação com royalties deverá avançar cerca de 9%, levando o crescimento total das receitas de exploração de recursos naturais a 40,4%. Para o economista do Banco Pine, Pedro Batistella Del Grande, o comportamento das commodities deve continuar favorecendo as contas públicas neste ano. - Mesmo com o aumento dos gastos discricionários vinculados ao petróleo, o resultado primário deve ser compatível com o cumprimento da meta fiscal para este ano, consideradas as deduções legais. Segundo os cálculos do banco, o efeito combinado do aumento dos preços e do maior volume de produção deve gerar R$ 53,2 bilhões em receitas adicionais para o governo gederal. Isoladamente, esse reforço de caixa reduziria o déficit primário para R$ 3,4 bilhões, o equivalente a 0,03% do PIB. Mas parte desse ganho é compensada pelas medidas adotadas pelo governo para reduzir o impacto da alta do petróleo sobre os consumidores. De acordo com estimativas da Secretaria de Política Econômica, o subsídio aos importadores de diesel e a subvenção federal de R$ 1,12 por litro de diesel têm impacto de cerca de R$ 3 bilhões por mês nas contas públicas, acumulando R$ 12 bilhões até o momento e podendo atingir R$ 18 bilhões caso a subvenção seja prorrogada por mais dois meses. Com essa despesa adicional, o Pine projeta déficit primário de R$ 21,4 bilhões em 2026, equivalente a 0,2% do PIB. Ainda assim, o resultado representa melhora em relação ao déficit estimado de R$ 61,1 bilhões em 2025, correspondente a 0,4% do PIB. - Com a inclusão dessa despesa adicional de R$ 18 bilhões, nosso exercício mostra déficit primário de R$ 21,4 bilhões – equivalente a 0,2% do PIB -, ante um déficit de R$ 61,1 bilhões – correspondente a 0,4% do PIB em 2025. Esse resultado reforça a importância dos royalties no aumento da receita do governo.
O impacto do preço do petróleo e do aumento da produção na arrecadação do governo
O impacto do preço do petróleo e do aumento da produção na arrecadação do governo









