Governo mexicano concedeu asilo à ex-primeira-ministra peruana Betssy Chávez, acusada de conspiração por seu suposto envolvimento em uma tentativa de dissolver o Congresso em 2022 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A então primeira-ministra do Peru, Betssy Chávez, participa de uma entrevista coletiva em Lima, no Peru, em 1º de dezembro de 2022 — Foto: REUTERS/Angela Ponce/Foto de arquivo Peru e México concordaram em retomar as relações diplomáticas, anunciaram os dois países nesta sexta-feira, após terem rompido os laços no fim do ano passado, quando o governo mexicano concedeu asilo à ex-primeira-ministra Betssy Chávez, do governo do ex-presidente peruano de esquerda Pedro Castillo, destituído do cargo. Na ocasião, Chávez respondia a acusações de conspiração por seu suposto envolvimento na tentativa de Castillo de dissolver o Congresso em 2022. Posteriormente, o Congresso peruano aprovou uma resolução declarando a presidente do México, Claudia Sheinbaum, "persona non grata". Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, o Ministério das Relações Exteriores do Peru informou ter concedido um salvo-conduto a Chávez, que estava abrigada na Embaixada do México em Lima, para que viajasse ao país. O Peru, porém, reservou-se o direito de solicitar posteriormente sua extradição. O ministro das Relações Exteriores do Peru, Carlos Espa, disse à rádio local RPP que Chávez deixou o país pouco antes da meia-noite de quinta-feira com destino ao México e estava "em boas condições de saúde". A recém-eleita presidente de direita Keiko Fujimori havia anunciado em julho, antes de tomar posse, sua intenção de restabelecer as relações com o México. Os dois países não mantêm embaixadores desde o início de 2023, após uma disputa provocada pelo apoio do governo mexicano a Castillo. O México concedeu asilo político à mulher e aos filhos do ex-presidente peruano, que cumpre uma pena de 11 anos de prisão.