Advogados afirmam que problemas técnicos impediram consulta ao conteúdo da investigação e sustentam que senador só será ouvido após analisar o inquérito 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O senador Jaques Wagner (PT-BA) — Foto: Carlos Moura/Agência Senado A defesa do senado Jaques Wagner (PT-BA) informou nesta sexta-feira que pediu o adiamento do depoimento que seria prestado à Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Compliance Zero. Segundo os advogados, o parlamentar só irá depois depois de ter acesso acesso à integra do conteúdo da investigação. O adiamento marca a segunda oitiva remarcada nesta semana no inquérito que investiga a relação entre Jaques Wagner e Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. No início da semana, o depoimento de Lima também foi adiado. Em nota, a defesa afirmou que o pedido de adiamento foi feito "com antecedência proporcional" e atribuiu a solicitação a problemas técnicos que, segundo informado, impediram o acesso aos autos do inquérito. "O pedido de adiamento decorre exclusivamente do fato de ainda não ter sido viabilizado à defesa, por problemas técnicos (todos documentados), o acesso ao conteúdo da investigação, requerido no mesmo ato em que a data foi indicada, há quase um mês", disse a nota. De acordo com a defesa, Wagner tem intenção de prestar esclarecimentos, mas foi orientado a aguardar o acesso ao material da investigação antes de ser ouvido. "O senador pretende falar. Contudo, por orientação de sua defesa, apenas o fará após conhecer o que efetivamente consta na investigação e o que, de fato, está sendo investigado, pois esse é um direito seu. Somente assim terá condições de prestar um depoimento verdadeiramente esclarecedor", afirma. Os advogados também informaram que não irão se manifestar sobre o mérito da investigação até terem acesso aos documentos. "A defesa não fará considerações sobre o mérito até possuir esses dados para análise", conclui a nota. O depoimento de Jaques Wagner estava previsto para esta sexta-feira e ocorre no contexto da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master e apura a relação entre o senador e o empresário Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro.