Os gastos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) com pagamento de auxílio-doença a entregador do iFood que sofrer acidente e precisar ficar afastado do trabalho podem chegar a R$ 189,03 milhões por ano.

A despesa varia conforme o total de acidentes. Em um cenário com índice menor, pode chegar a R$ 8 milhões.

Os cálculos foram feitos por Leonardo Rolim, especialista em previdência e consultor da área na Câmara dos Deputados, conforme dados que constam em ação civil pública do MPT (Ministério Público do Trabalho) na Bahia. Na semana passada, a Justiça na Bahia aceitou a ação e determinou, por liminar, que a Previdência Social pague o auxílio-doença a quem faz delivery pela empresa.

A conta leva em consideração o total de 600 mil entregadores registrados pela plataforma e o número de acidentes informados pela seguradora Metlife —contratada pelo aplicativo— e os apurados pelo MPT.

Em um cenário otimista, segundo a Metlife, seriam 1.600 acidentes no ano. Se o entregador acidentado receber um salário mínimo de R$ 1.621 por três meses, o governo teria um gasto de R$ 8 milhões por ano. No cenário previsto pelo MPT, com índice médio de acidentados em 45,4%, e concessão de um salário mínimo por três meses, a despesa anual passaria dos R$ 189 milhões.