Geraldão não fez o gol do título do Campeonato Paulista de 1977, honraria que coube a Basílio, mas o Corinthians não teria chegado à final sem ele. Morreu aos 77 anos o artilheiro da equipe naquele torneio –o mais festejado pela Fiel em mais de um século de história, após 22 anos, oito meses e sete dias de espera.

A morte foi anunciada pelo time, sem que a causa tenha sido divulgada. No texto, a agremiação destaca que o paulista de Álvares Machado foi também campeão estadual em preto e branco em 1979 e "esteve presente pelo Coringão em um dos momentos mais marcantes da história do clube, a Invasão da Fiel ao Maracanã, em 1976".

Geraldão chegou ao Corinthians em 1975 depois de ter sido o artilheiro do Paulista do ano anterior, pelo Botafogo, municiado pelo meia Sócrates. Longe de um estilo refinado, o centroavante perdia gols com tanta facilidade quanto a exibida pala marcá-los: acumulou 91 em 280 partidas com a camisa alvinegra.

"Jogador não tem só fase boa, de fazer gol, fazer gol, fazer gol… Vai ter uma hora que vai passar três ou quatro meses sem marcar. A gente tem que entender que não é só fase boa, não. Na fase ruim, você tem que mostrar para a torcida que está lutando. E eu errava…", afirmou, em 2010, em depoimento para o filme "Todo Poderoso: o Filme — 100 Anos de Timão".