Vídeo emocionou parte dos internautas, mas também gerou críticas e levantou debate sobre o descarte de animais mortos em áreas marinhas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Diego Jiménez se despedindo de seu cachorro de estimação, Thai — Foto: Reprodução/Redes Sociais Um vídeo gravado na Reserva Natural Absoluta de Cabo Blanco, localizada na ponta sul da Península de Nicoya, na Costa Rica, viralizou nas redes sociais após mostrar o surfista, treinador e influenciador costa-riquenho Diego Jiménez se despedindo de seu cachorro de estimação, Thai. Nas imagens, divulgadas nesta semana, ele entra no mar com o corpo do animal e o deixa nas águas, gesto que emocionou parte dos internautas, mas também gerou críticas e questionamentos sobre o descarte do cadáver. Na publicação, Diego prestou uma homenagem ao companheiro de anos, associando a despedida ao vínculo que os dois construíram no mar. "Nos vemos em breve e nos sentimos sempre, em cada onda, em cada pôr do sol, sempre no mar, na praia. Nosso lugar, nosso abrigo. Você estará sempre vigiando meus passos e me esperando depois de cada surf para brincar como fez por tantos anos", escreveu. Assista: Repercussão nas redes A despedida dividiu opiniões. Enquanto parte dos usuários classificou o gesto como uma homenagem emocionante, outros criticaram o fato de o corpo do cachorro ter sido deixado no oceano e questionaram se não haveria alternativas, como a cremação. "Lamento pela perda. Mas ele jogou o corpo do cachorro no mar? É isso? E todos acham isso normal?", escreveu um internauta. Outro comentou: "Levar ao mar, tudo bem... mas deixá-lo lá não foi muito legal". Um terceiro perguntou: "Não podia ter cremado e jogado as cinzas?" Outros comentários também chamaram atenção. "Isso me deixou em lágrimas, mas quero entender: é algo cultural deixar os animais afundarem no oceano? Eles não acabariam servindo de alimento?", questionou um usuário. Outro saiu em defesa do surfista: "A mais linda homenagem e despedida. Seu Thai estará sempre com você. Ninguém realmente entende esse tipo de luto até amar e perder um cachorro. Meu coração está com você". Já outro criticou a decisão: "É ainda mais triste pensar que você o deixou para que os tubarões o comessem". Até o momento, Diego Jiménez não respondeu aos questionamentos dos internautas nem informou a causa da morte de Thai. Campeonato Mundial de Surfe 2026 1 de 5 Sally senta-se em sua prancha enquanto compete no Campeonato Mundial de Surfe para Cães, surfando uma onda em 1 de agosto de 2026 em Pacifica, Califórnia — Foto: Getty Images via AFP 2 de 5 Stella (à direita) e Moxy competem durante o Campeonato Mundial de Surfe para Cães em Pacifica, Califórnia, em 1º de agosto de 2026 — Foto: AFP X de 5 Publicidade 5 fotos 3 de 5 Charlie Surfsup carrega sua prancha para dentro da água durante a competição no Campeonato Mundial de Surfe para Cães em Pacifica, Califórnia, em 1º de agosto de 2026 — Foto: AFP 4 de 5 radley "Shortboard" Cooper, Rippin' Rosie e Charlie competem como o "time dos sonhos" no Campeonato Mundial de Surfe para Cães — Foto: Getty Images via AFP X de 5 Publicidade 5 de 5 Um cachorro compete no Campeonato Mundial de Surfe Canino em 1 de agosto de 2026 em Pacifica, Califórnia. Mais de uma dúzia de cães competiram em diversas categorias no sábado, incluindo surfe, stand-up paddle e surfe em dupla — Foto: Getty Images via AFP Competição reuniu 20 cães de diferentes raças em Pacifica e arrecadou recursos para instituições de caridade O que diz a legislação Na Costa Rica, onde o vídeo foi gravado, o descarte de animais mortos no mar pode configurar infração ambiental. O país possui legislação voltada à proteção dos recursos naturais, da saúde pública e do bem-estar animal, que proíbe o descarte inadequado de resíduos e carcaças em ecossistemas aquáticos. Além do risco de contaminação da água e desequilíbrio da fauna marinha, a prática pode resultar em sanções administrativas aplicadas por autoridades ambientais e de saúde. Em caso de morte de um animal de estimação, a orientação é procurar clínicas veterinárias, a municipalidade ou serviços especializados em cremação e sepultamento de pets para garantir a destinação correta do corpo. No Brasil, o descarte de animais mortos em rios, praias ou no mar também pode configurar crime ambiental. A prática é enquadrada na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), especialmente no artigo 54, que trata da poluição capaz de causar danos à saúde humana ou ao meio ambiente, com pena prevista de reclusão de um a quatro anos, além de multa. O descarte irregular também pode gerar infrações sanitárias, já que carcaças em decomposição favorecem a proliferação de vetores de doenças, podem transmitir zoonoses e contaminar a água, afetando tanto a fauna quanto os banhistas. Nesses casos, a recomendação é acionar a prefeitura para verificar a disponibilidade de coleta adequada ou recorrer a clínicas veterinárias, crematórios e cemitérios pet, que oferecem serviços de cremação ou sepultamento regularizado.
Luto: surfista da Costa Rica lança corpo de cão no mar durante despedida, e divide opiniões nas redes sociais: 'o deixou para os tubarões?'
Vídeo emocionou parte dos internautas, mas também gerou críticas e levantou debate sobre o descarte de animais mortos em áreas marinhas









