Clube aguarda respostas do meia argentino antes de avançar pelo atacante brasileiro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Almada e Luiz Henrique estão na mira do Flamengo — Foto: Michael Reaves/Getty Images/AFP e Rafael Ribeiro/CBF Depois de bater recorde de valor com a chegada de Lucas Paquetá, o Flamengo segue mirando alto para tentar reforçar seu elenco. Dois nomes de peso, hoje na Europa e velhos conhecidos do futebol carioca, estão na mesa como potenciais primeiros nomes da segunda janela de transferências: o meia argentino Thiago Almada e o atacante brasileiro Luiz Henrique, campeões do Brasileirão e da Libertadores de 2024 com o Botafogo. Ainda que a tendência é que apenas um deles chegue ao rubro-negro, o impacto das possíveis contratações passa por mais de um setor no campo, num momento em que o técnico Leonardo Jardim tem feito testes em seu elenco. Dos dois, o mais versátil é Almada, hoje no Atlético de Madrid-ESP. O meia de 25 anos, que disputou a Copa do Mundo pela Argentina, também é alvo do River Plate. Em campo, é um jogador de construção, entre passe curto e bolas longas, que pode jogar centralizado, mas costuma atuar mais aberto pela intermediária esquerda. As opções de encaixe de Almada e Luiz Henrique no time do Flamengo — Foto: Editoria de Arte Jardim tem feito testes no meio. Arrascaeta, de volta após a Copa, divide a responsabilidade de criação com Samuel Lino, que também tem atuado por dentro. Carrascal e Paquetá são outras opções para a posição, mas tendem a jogar aberto e mais recuado, respectivamente. A título de comparação, Samuel Lino soma 17 participações em gols (10 assistências e 7 gols) em 35 jogos na temporada, enquanto Arrascaeta tem 9 (7 gols e duas assistências) em 23 partidas. Os números de Almada estão mais próximos do uruguaio: no Botafogo, registrou 5 participações (3 gols e 2 assistências) em 26 jogos. Numa eventual transferência ao rubro-negro, Almada faria a composição de uma centro-esquerda com bastante qualidade técnica, criatividade e aproximação de Pedro. E agregaria em fôlego para um setor que tem alta exigência de movimentação nas transições rápidas de Jardim. Na esquerda, ainda há a opção mais aguda de Bruno Henrique aberto. Thiago Almada comemorando gol pelo Atlético de Madrid — Foto: Pierre-Philippe MARCOU / AFP — O Almada é o típico "Everton Ribeiro", aquele jogador que cria saindo do lado, chega na área e pode desafogar o Arrascaeta de criar o passe diferente que anda faltando no time. Fez uma Copa mediana, entrou em alguns jogos, ajudou muito em alguns momentos e é um jogador com alto potencial. É mais leve e, nessa função de criador pelo lado, não tem time na Europa que tenha um ponta assim — analisa Leonardo Miranda, comentarista do Grupo Globo, do blog Painel Tático. Imposição pela direita Luiz Henrique, por outro lado, é um jogador mais fácil de se “desvendar”. Ponta alto, que une força física e capacidade de drible, é uma peça dos sonhos para vários times do futebol brasileiro que buscam soluções mais verticais no último terço. Hoje no Zenit-RUS, o atacante de 25 anos, revelado pelo Fluminense, também disputou a Copa do Mundo, ainda que com pouco espaço na equipe de Carlo Ancelotti. Na Rússia, são 12 participações (7 gols e 5 assistências) em 46 jogos. Números um pouco abaixo da temporada de 2024 com o alvinegro, quando marcou 12 vezes e deu 5 passes para gol em 55 partidas. Luiz Henrique tenta passar pela marcação de Bobadilla no jogo contra o São Paulo, pela Libertadores — Foto: Vitor Silva/Botafogo No Flamengo, chegaria para um setor em que não há unanimidade, com nomes como Gonzalo Plata, Luiz Araújo (que se recupera de lesão) e até o jovem Lorran entre os utilizados. — O Luiz Henrique era um jogador que, quando acelerava no lado direito, não parava. O Jardim gosta desses momentos de transição, de roubar a bola e chegar rápido. Isso é fundamental, porque o Flamengo não tem mais esse jogador de velocidade, com o Everton Cebolinha em uma fase não tão boa. O Lino já foi esse jogador, mas vem longe de ser assim — complementa Miranda, que vê Luiz Henrique e Almada como soluções para os problemas de efetividade e criatividade, respectivamente. Até ontem, as negociações seguiam indiretamente conectadas. A diretoria do Flamengo intensificou os contatos com o Zenit por Luiz Henrique, mas ainda aguardava para a elaboração de uma proposta oficial de compra. O jogo de paciência é justamente para esperar a resposta de Almada, que tem uma oferta salarial em mãos e a compra junto ao Atlético de Madrid engatilhada por cerca de 25 milhões de euros (R$ 148,5 milhões). No caso de Luiz Henrique, o clube russo quer 40 milhões de euros (R$ 237 milhões), mas o Flamengo topa pagar até 35 milhões de euros (R$ 207 milhões), com bonificações. O rubro-negro age nas duas frentes, e pretende acelerar a que evoluir primeiro. Fechar as duas contratações é uma possibilidade remota, para não comprometer o caixa.