A receita líquida da empresa avançou 5,9%, para R$ 3,06 bilhões 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Turbina eólica da Auren Energia — Foto: Divulgação/Auren Energia A geradora de eletricidade Auren Energia reportou um prejuízo líquido de R$ 379,1 milhões no segundo trimestre do ano, montante que representa uma redução de 32,7% frente ao prejuízo de um ano antes, de R$ 562,9 milhões. O resultado foi afetado, mais uma vez, pelos cortes de geração renovável (conhecidos pelo jargão “curtailment”), desta vez, em R$ 98 milhões. Também pesaram os ventos mais fracos sobre as usinas eólicas da companhia e um desempenho mais fraco em comercialização. Por outro lado, a companhia faturou R$ 71 milhões em modulação por meio das hidrelétricas. Confira os resultados e indicadores da Auren e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 Com isso, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado da companhia no segundo trimestre ficou em R$ 858,9 milhões, que representa uma queda anual de 12,4% em relação a igual período do ano anterior. A receita líquida da empresa, por sua vez, ficou em R$ 3,06 bilhões, montante 5,9% maior que o registrado um ano antes. A alavancagem, medida pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda, ficou em 5,3 vezes no fechamento de junho. A empresa havia fechado o trimestre anterior com o indicador em 4,8 vezes. A Auren comunicou ainda que está concluindo o Parque Eólico Cajuína 3, com parte das turbinas eólicas já em fase de testes. A expectativa é que o empreendimento entre em operação comercial até o fim deste ano, contribuindo com a redução da alavancagem ao longo de 2027. A energia do empreendimento já foi vendida à CBA. Leilão de baterias A geradora de energia informou também que está entre as empresas que cadastraram projetos junto à Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para viabilizar uma possível participação no leilão de baterias marcado pelo governo federal para dezembro. A empresa, no entanto, ainda avalia se participará, de fato, do certame. “Cadastramos projetos para participar do leilão. Agora, tudo está sob uma ótica de agregação de valor. Se o retorno fizer sentido para a companhia, a gente vai avançar”, afirmou o diretor-presidente da Auren, Fabio Zanfelice, ao Valor. Ressarcimento por cortes de geração renovável A empresa também está na expectativa do avanço do ressarcimento pelos cortes de geração renovável viabilizado por portaria publicada pelo governo federal no último dia 21 de julho. Ela regulamenta trecho da Lei nº 15.269, de 25 de novembro de 2025, de modernização do setor elétrico, e contempla parte dos cortes ocorridos de 1º de setembro de 2023 e 25 de novembro de 2025, conforme previa a legislação. A geradora calcula que o ressarcimento através deste mecanismo esteja em torno de R$ 300 milhões e seja recebido pela companhia ao longo de 2027. O executivo pontuou que a empresa tem até 10 de agosto para encerrar a análise para a declaração de intenção de adesão ao termo. “Essa declaração não é vinculante, mas é importante para que a gente tenha conhecimento dos números finais da compensação do ‘curtailment’”, completou Zanfelice. O executivo lembrou, porém, que um dos três tipos de cortes de geração renovável não foi englobado pela portaria e pela lei, assim como os cortes que estão fora da janela temporal delimitada pelos dois textos. “Esse é um tema que o setor também precisa endereçar, até para a sustentabilidade do próprio setor renovável”, concluiu.