Companhia viu queda nas vendas durante a Copa do Mundo, mas, após o fim do torneio, tráfego e receita voltaram ao normal; mas houve diferença em relação aos outros campeonatos, diz comando 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 “Dessa vez, houve impacto na venda em todas as semanas, mesmo depois de o Brasil eliminado”, diz Paulo Correa — Foto: Hermes de Paula/Agência O Globo A C&A teve um desempenho mais fraco de vendas e uma piora no lucro líquido consolidado (não ajustado) no segundo trimestre de 2026 frente ao verificado no ano anterior. Efeito da Copa do Mundo sobre tráfego de cliente nas lojas e na receita e o nível de consumo de caixa no trimestre foram fatores negativos no período. A ação registra o pior desempenho do Ibovespa no início da tarde desta quarta-feira (5), com queda de 6,9% às 12h20. Paulo Correa, CEO da varejista, afirmou em teleconferência de resultados, que a companhia sentiu o efeito de queda nas vendas durante o período da Copa, e que após o fim do torneio, tráfego e receita voltaram ao ritmo normal. Ainda informou que, neste movimento, houve uma diferença nesta Copa em relação às outras. “Nas outras Copas, tinha uma queda e o resto dos dias era próximo do normal, e dessa vez foi diferente”, disse o CEO. “Dessa vez, houve impacto na venda em todas as semanas, mesmo depois de o Brasil eliminado”, afirmou Correa. A receita líquida de vestuário cresceu 5,6% de abril a junho, e a consolidada, 1,2% sobre o ano anterior. Em lojas com mais de 12 meses de operação, a alta foi de 4%, versus expansão bem maior, de 17% um ano atrás. “Nosso crescimento seria maior se não fosse a Copa. Houve impactos, mas tenho preocupação também que é a atividade econômica. De qualquer forma, eu tenho um olhar positivo para o semestre”, disse o executivo. A companhia foi questionada sobre margem bruta pelos analistas e afirmou que vê resiliência na rentabilidade na segunda metade do ano. “Não vejo impactos negativos para margem bruta no resto do semestre. Temos as ferramentas granulares para a gestão de estoques para a segunda metade do ano”, afirmou o CEO. A margem bruta da rede consolidada atingiu 58,1% no segundo trimestre versus 56,7% um ano antes. Sobre o lucro líquido consolidado (não ajustado), o valor alcançou R$ 177,9 milhões, queda de 11,2% em relação ao ano anterior. Em termos ajustados, a soma cresceu 4,3%. Sobre o número não ajustado, a rede diz no balanço que a comparação anual foi impactada pela base elevada de 2025, que contemplou o reconhecimento de R$ 154,3 milhões da alienação da carteira do Bradescard no contexto do encerramento da parceria. A empresa, então, desconsiderou esse efeito para chegar no crescimento do lucro de 4% de forma ajustada. O executivo ainda foi perguntado sobre a volta da isenção do imposto de importação de 20%, determinado pelo governo federal semanas atrás. “A taxa das blusinhas traz, no primeiro momento, algum impacto. O maior dos impactos é o desequilíbrio gerado para o competidor estrangeiro e isso não faz o menor sentido no longo prazo. Apesar disso, o crescimento do nosso on-line foi mais de 33% [no segundo trimestre]. Mas não vamos mudar nossos preços [por causa da taxação]. Essa disputa de preços, não é assim que o algoritmo do consumidor funciona. O nosso jogo é de melhorar o produto e fazer com que a percepção do valor do nosso produto pelo consumidor se torne mais forte. É esse o jogo que nós jogamos, consistência de criação de valor”, disse ele. O comando da empresa afirmou ainda que está evitando entrar em nova dívida e quer evitar ao máximo novas despesas, disse Laurence Gomes, diretor vice-presidente de administração, finanças e de relações com investidores. As despesas financeiras totalizaram R$ 117,4 milhões, redução de 21,9% na comparação anual, segundo o balanço. Esse desempenho foi impulsionado principalmente pela diminuição de 30% nas despesas com juros sobre empréstimos, refletindo a redução de 26,2% da dívida bruta no período . A empresa foi questionada a respeito dos usos do caixa do grupo, e o diretor financeiro disse que há o cenário de juros altos, que há pressão de despesas, e dado o cenário de oportunidade de compra de ações, é importante não sacrificar oportunidades que vão trazer ganhos e valores no longo prazo na alocação de capital. E disse que a estratégia é manter endividamento baixo e não deixar de capturar oportunidades de retorno ao acionista. No trimestre, houve um consumo de caixa de R$ 23,8 milhões. O comando da C&A disse nesta manhã que está no último ano da fase da estratégia “Energia C&A”, lançado em 2024. A empresa entrou na fase final de implementação de um conjunto de iniciativas que já atingiu cerca de 80% de execução do projeto. A estratégia Energia C&A é um plano de transformação e de um novo modelo de lojas da rede de moda voltado a elevar a experiência do consumidor.
C&A tem venda fraca, consome caixa e ação tem maior queda do Ibovespa
Companhia viu queda nas vendas durante a Copa do Mundo, mas, após o fim do torneio, tráfego e receita voltaram ao normal; mas houve diferença em relação aos outros campeonatos, diz comando






