Pesquisa de intenção de voto divulgada nesta quarta-feira mostra petista liderando todos os cenários da disputa pela Presidência, embora tenha perdido pontos de vantagem 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (RJ) — Foto: Daniel Ramalho/AFP A redução da distância do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência da República, conforme divulgado pela pesquisa Genial/Quaest nesta quarta-feira, pode ser explicada pela melhora do seu desempenho entre os homens conservadores. A avaliação é do CEO da Quaest, o professor Felipe Nunes. No geral, Lula segue liderando a corrida pelo Palácio do Planalto. Em um eventual segundo turno entre eles, o presidente aparece com 44% das intenções de voto, contra 39% de Flávio. No mês passado, no entanto, Lula tinha 45%, enquanto o senador marcava 37%. A oscilação ocorre dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Nunes aponta que tal percepção ocorre a partir da combinação entre o eleitorado masculino, a direita e o bolsonarismo. Em julho, entre os homens, Lula tinha 42% das intenções de voto no primeiro turno, contra 30% de Flávio. A distância de 12 pontos, no entanto, caiu para três no atual levantamento: agora, o presidente petista aparece com 37%, enquanto o candidato do PL subiu para 34%. O cenário configura empate técnico, já que a margem de erro desse segmento é de três pontos percentuais. Só que em um eventual segundo turno entre os principais concorrentes, Flávio voltou a ultrapassar Lula no eleitorado masculino. Ele aparece com 44%, contra 40% de Lula — na divulgação anterior, o cenário era o oposto. Nos meses de maio e abril, quando a disputa geral estava tecnicamente empatada e Flávio chegou a ter vantagem numérica, o filho do ex-presidente tinha 47% entre os homens, contra 39% do petista. Além disso, no segmento da "direita não bolsonarista", Flávio marcava 53% no primeiro turno em julho e, desta vez, apareceu com 66% das intenções de voto. No segundo turno, ele tinha 74%, e subiu para 81% neste mês. Para os que se definem "bolsonaristas", a escolha por Flávio saltou de 91% para 95% das intenções de voto. Ao todo, o levantamento ouviu 2.004 pessoas entre os dias 31 de julho e 3 de agosto, com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos nas intenções de voto do eleitorado geral. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-06591/2026. Melhora entre independentes A pesquisa Genial/Quaest desta quarta-feira também mostra que a vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segmento evangélico caiu pela metade nos últimos dois meses. Em junho, no primeiro turno, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) marcou 41% das intenções de voto entre eles, contra 26% do petista, uma distância de 15 pontos percentuais. No levantamento atual, Flávio caiu para 35%, enquanto Lula oscilou para 28%, o que reduziu a dianteira para sete pontos. Um dos segmentos em que também houve melhora na performance de Flávio ocorreu entre os eleitores independentes, em que reduziu em 10 pontos a distância para Lula. Em julho, em um eventual segundo turno entre eles, o petista tinha 40% entre o grupo, caindo para 33% na divulgação desta quarta-feira, enquanto o candidato do PL saiu de 27% para 30%. A margem de erro para evangélicos e independentes é de quatro pontos percentuais. No primeiro turno, Lula possui 24% entre os independentes, contra 18% de Flávio. Em seguida, aparecem Renan Santos, do Missão (6%), Ronaldo Caiado, do PSD (5%), e Romeu Zema, do Novo (4%). Em julho, o petista tinha 30% das intenções de voto no segmento, contra 15% do filho do ex-presidente Bolsonaro. Ainda nesse sentido, a aprovação do governo Lula entre os evangélicos mantém a tendência de melhora observada ao longo deste ano. Em abril, a gestão era aprovada por 28% deles, e, agora, o percentual é de 38%. No mesmo período, a taxa dos que a desaprovam no segmento saiu de 68% para 57%.