Em pouco mais de um mês, demanda atinge menos de 10% do previsto. Governo recorre a bancos públicos para deslanchar vendas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Loja da BYD decorada para primeiro dia do Move Brasil: vendas do programa estão travadas — Foto: Ana Flávia Pilar/Agência O GLOBO Pouco mais de um mês após o lançamento do Move Brasil, programa de financiamento de automóveis voltado a taxistas e motoristas de aplicativos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe representantes da categoria nesta quarta-feira no Palácio do Planalto. Como mostrou O GLOBO na segunda-feira, motoristas estão enfrentando dificuldades para adquirir um carro. Entre os principais entraves estão inadimplência, elevado nível de endividamento e dificuldade para comprovar renda, já que boa parte é trabalhador autônomo. Há queixas ainda de demora na liberação dos veículos, mesmo quando o crédito é aprovado. Move Brasil despertou interesse, mas menos de 10% das propostas encaminhadas para análise são aprovadas — Foto: Maria Isabel Oliveira/Agência O Globo Com tantos obstáculos, a linha registrou demanda de R$ 2,2 bilhões até o fim da semana passada, 7,3% do total — o governo reservou R$ 30 bilhões. O resultado frustrou os planos do presidente, que lançou o programa de olho naquele segmento da população em meio a disputa eleitoral. O programa engloba carros zero e seminovos a partir do ano-modelo 2024, com limite de valor de R$ 150 mil. O governo federal já se debruçou sobre o diagnóstico e busca destravar o programa com a ajuda de bancos públicos, já que grandes instituições privadas, como Itaú e Bradesco, decidiram não participar da iniciativa. Tanto a Caixa Econômica Federal como o Banco do Brasil fecharam parcerias com plataformas de mobilidade para estimular adesão ao financiamento, incluindo a possibilidade de obter cashback, ou seja, ter parte do dinheiro investido de volta. Bancos privados não aderem O público do Move Brasil também desestimulou a adesão de bancos privados. Segundo interlocutores do governo, a explicação é que os agentes teriam dificuldades para retomar o bem em caso de inadimplência porque o veículo é o meio de trabalho. Além disso, o bem passa por rápido processo de desvalorização pelo uso frequente e risco de acidentes de trânsito. Comprovar a renda é outra dificuldade, pois o extrato das corridas dos aplicativos não vinha sendo considerado na análise de crédito.
Lula recebe motoristas de aplicativo em meio a trava em programa de crédito para compra de carros
Em pouco mais de um mês, demanda atinge menos de 10% do previsto. Governo recorre a bancos públicos para deslanchar vendas








