Ali bin Al Hussein fez críticas ao presidente da Fifa e afirmou prejuízo financeiro por falta de repasses e valores cobrados 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Gianni Infantino, presidente da Fifa — Foto: Juan Mabromata / AFP / Arquivo As críticas ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, têm aumentado nos últimos dias. Nesta terça-feira, foi a vez do príncipe e presidente da Federação de Futebol da Jordânia, Ali bin Al Hussein, fazer duras críticas ao dirigente suíço, acusando-o de chantagem durante este Mundial. Infantino tem enfrentado uma onda crescente oposição à sua liderança. Al Hussein fez uma longa publicação em seu perfil no X apontando uma série de problemas enfrentados, desde os que os torcedores foram submetidos até as dificuldades para os jogadores. A Jordânia foi uma das quatro seleções a estrear na Copa do Mundo 2026, ao lado de Cabo Verde, Curaçao e Uzbequistão. "Não faltam questões envolvendo a FIFA. Permitam-me começar esclarecendo algumas delas sob a perspectiva de uma federação nacional, especificamente a da Jordânia, que participa de uma Copa do Mundo pela primeira vez. Somos um país pequeno, com um orçamento mínimo para a nossa federação, e tivemos de enfrentar obstáculos enormes. Primeiro, levar nossos torcedores aos EUA: nem todos obtiveram vistos, apesar de terem ingressos — que, como também sabemos, foram vendidos a preços exorbitantes", começa a publicação. O príncipe é ex-vice-presidente da Fifa e foi rival de Infantino nas eleições de 2016. Ao se pronunciar, ele expõe o contraste entre o sucesso econômico que o Mundial deste ano teria alcançado com o fato de repasses não terem sido feitos, apesar de prometidos. Entre elas, o pagamento de premiações aos jogadores durante a Copa Árabe do Catar, organizada pela Fifa em dezembro de 2025. "Em segundo lugar, estamos sendo tributados pelo governo dos EUA, por intermédio da FIFA, pela nossa participação. Dinheiro que deveria ser destinado aos jogadores e à comissão técnica. Isso não aconteceu com as equipes que jogaram e se instalaram no Canadá e no México. Acontece que estávamos nos EUA e, agora, enfrentamos custos tributários enormes por termos participado. Em terceiro lugar, aguardamos desde dezembro o pagamento da premiação destinada aos nossos jogadores pela participação na Copa Árabe no Catar, um evento da FIFA. O valor que nossa equipe deveria receber por ter chegado à final ainda não foi repassado, ao mesmo tempo em que a FIFA se vangloria das bilhões em reservas que possui. Fica claro que o problema reside, de fato, na liderança", acrescentou. Al Hussein finaliza a publicação afirmando que o apoio que a federação poderia ter da Fifa por meio de Infantino estava condicionada a apoiá-lo. O dirigente suíço busca a reeleição. "Há meses, a FIFA se recusa a nos ajudar em qualquer uma dessas questões — até que, durante a Copa do Mundo, fui informado verbalmente de que, se eu declarasse apoio a Infantino, isso ajudaria muito a nossa federação. Na Jordânia, orgulhamo-nos de defender valores éticos. Não o apoiamos anteriormente e certamente não o faremos agora. No entanto, toda essa situação configura uma chantagem, à qual nos recusamos a ceder", encerra. Veja imagens da final da Copa do Mundo 2026 1 de 20 O meio-campista espanhol número 16, Rodri, ergue o troféu com seus companheiros de equipe após a vitória na final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina — Foto: JUAN MABROMATA / AFP 2 de 20 Yamal e seu irmão Keyne brincando com a rede do gol da final da Copa do Mundo — Foto: FRANCK FIFE / AFP X de 20 Publicidade 20 fotos 3 de 20 Messi observa festa da Espanha após Argentina perder final da Copa do Mundo — Foto: Lars Baron / Getty Images via AFP 4 de 20 Keyne Yamal no telão do jogo entre Espanha e Bélgica, nas quartas de final da Copa do Mundo — Foto: David Ramos/Getty Images/AFP X de 20 Publicidade 5 de 20 Messi e Cubarsí na final da Copa do Mundo de 2026 — Foto: Carl Recine/Getty Images/AFP 6 de 20 Messi chora com a medalha de prata após a Argentina perder a final da Copa para a Espanha — Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP X de 20 Publicidade 7 de 20 Keyne Yamal no campo da final com a taça da Copa do Mundo — Foto: MAURO PIMENTEL / AFP 8 de 20 Dani Olmo e companheira comemoram título da final da Copa — Foto: FRANCK FIFE / AFP X de 20 Publicidade 9 de 20 'Eles foram melhores', admite Scaloni após derrota da Argentina na final da Copa do Mundo — Foto: Carl Recine/Getty Images/AF 10 de 20 Messi com a medalha de prata após derrota da Argentina para Espanha na final da Copa — Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP X de 20 Publicidade 11 de 20 Rodri durante final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina — Foto: Justin Setterfield / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 12 de 20 O meio-campista espanhol número 16, Rodri, ergue o troféu com seus companheiros de equipe após a vitória na final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina — Foto: JUAN MABROMATA / AFP X de 20 Publicidade 13 de 20 Ferran Torres marcou o gol da Espanha na final da Copa — Foto: David Ramos / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 14 de 20 O atacante espanhol nº 17 Nico Williams (E) chuta para marcar um gol passando pelo goleiro argentino nº 23 Emiliano Martinez, antes do gol ser anulado por uma falta na jogada, durante a final da Copa do Mundo de Futebol de 2026 entre Espanha e Argentina — Foto: PAUL ELLIS / AFP X de 20 Publicidade 15 de 20 Rodri, da Espanha, carrega a bola diante dos marcadores da Argentina, na final da Copa — Foto: Kevin C. Cox/Getty Images/AFP 16 de 20 Lamine Yamal, camisa 19 da Espanha, domina a bola durante a partida da final da Copa do Mundo da FIFA 2026 entre Espanha e Argentina, no New York New Jersey Stadium, em 19 de julho de 2026, em East Rutherford, Nova Jersey. — Foto: Kevin C. Cox/Getty Images/AFP X de 20 Publicidade 17 de 20 Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, na final da Copa do Mundo — Foto: Justin Setterfield/Getty Images/AFP 18 de 20 Enzo Fernández é expulso na final da Copa do Mundo após dura falta em Cubarsí — Foto: Jewel SAMAD / AFP X de 20 Publicidade 19 de 20 Lionel Messi, da Argentina, na final da Copa do Mundo, diante da Espanha — Foto: JUAN MABROMATA / AFP 20 de 20 Emiliano Martínez, da Argentina, na final da Copa contra a Espanha — Foto: ANGELA WEISS / AFP X de 20 Publicidade Espanha venceu a Argentina por 1 a 0 e conquistou seu bicampeonato Pressão em crescimento Segundo o jornal britânico The Guardian, o tema foi debatido em uma reunião de emergência realizada na última sexta-feira. Durante o encontro, diversas federações manifestaram a intenção de retirar o respaldo a Infantino, e há relatos de que algumas já teriam comunicado a decisão de forma reservada. O movimento representa um novo revés para o presidente da Fifa, que enfrenta a maior crise política desde que assumiu o comando da entidade, em 2016. A insatisfação ganhou força após o fracasso do projeto Fifa Forward Enterprise (FFE), empresa que administraria os direitos comerciais da Copa do Mundo e de outras competições e que previa a venda de uma participação a investidores privados. A proposta foi abandonada após forte oposição das confederações continentais, lideradas pela Uefa. De acordo com o The Guardian, existe um alinhamento crescente entre dirigentes da Concacaf e da Uefa, que lidera a articulação internacional para enfraquecer a candidatura de Infantino a um novo mandato. Caso as federações americanas confirmem a retirada do apoio, o presidente da Fifa perderá respaldo em duas das principais confederações do futebol mundial.
'Nos recusamos a ceder': Príncipe e presidente da Federação da Jordânia acusa Infantino de chantagem
Ali bin Al Hussein fez críticas ao presidente da Fifa e afirmou prejuízo financeiro por falta de repasses e valores cobrados










