O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou na tarde desta terça-feira (4) que é preciso acabar com as bets ou proibir os jogos como forma de proteger trabalhadores contra o adoecimento provocado pelo vício. Reportagem da Folha mostrou que a ludopatia —vício em jogos— já chegou às empresas, afetando produtividade, causando afastamentos e trazendo custos maiores nas demissões.

Segundo Marinho, se a sociedade já percebeu que as apostas fazem mal, deveria haver pressão sobre o Congresso para que esse tipo de jogo acabasse ou fosse proibido.

"Certo mesmo é proibir, é acabar, porque se está trazendo adoecimento, empobrecimento e endividamento, é um problema sério", disse à Folha no Summit Mulheres Profissões, em São Paulo.

O ministro participou do painel "No sofá com Luiza: decisões que movem o Brasil" com Luiza Trajano, dona do Magalu e organizadora do evento, Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil, Márcia Lopes, ministra da Mulheres, e Pedro Teixeira, ministro da Micro e Pequena Empresa.

"Tem que cortar o mal pela raiz e cortar o mal pela raiz é proibir isso no Brasil, e para isso precisa de lei. Só que quem pode criar, decidir, é o Congresso Nacional", afirmou.