A semana passada foi especial. Tive a oportunidade de apresentar um artigo na quarta edição do Workshop de Teoria dos Jogos, organizado pela professora emérita da FEA-USP Marilda Sotomayor. O evento está entre os mais importantes do mundo na área, reunindo minicursos, sessões plenárias e especiais, além de apresentações orais e pôsteres.

Nessa edição, o workshop recebeu seis ganhadores do Prêmio Nobel, três deles presencialmente. Isso dá uma ideia de sua relevância acadêmica. Uma realização dessa magnitude é rara na academia. A doutora Sotomayor certamente figura no rol dos cientistas brasileiros que estiveram mais perto de ter seu trabalho reconhecido com o Prêmio Nobel. A Folha publicou uma reportagem incrível, "Jamais vou ganhar o Nobel': Quem é Marilda Sotomayor, brasileira referência em teoria dos jogos", sobre sua trajetória.

Tive a honra de ser sua aluna na USP e de aprender com ela o que é teoria dos jogos e suas aplicações. Suas aulas e sua paixão pela disciplina me levaram a dedicar minha tese ao tema. Era inspirador ter uma professora em uma área predominantemente masculina.

A teoria dos jogos, embora seja muito teórica, ajuda a compreender e prever o comportamento dos agentes no mundo real. Entre tantas aplicações, as discutidas nesta edição do workshop ilustram bem sua importância.