Dois sobreviventes, vindos de países do Norte da África, apresentavam sinais de desnutrição e desidratação e foram hospitalizados, informou a representação do governo espanhol na região 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Manifestantes participam de um protesto contra o turismo de massa e a gentrificação nas Ilhas Baleare, Espanha, em 26 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Francisco Ubilla Dezessete migrantes morreram ao tentar chegar às Ilhas Baleares, na Espanha, após 15 dias de viagem, informaram autoridades nesta terça-feira, citando o relato de dois sobreviventes resgatados de uma embarcação na costa de Mallorca. Os dois sobreviventes, provenientes de países do Norte da África, apresentavam sinais de desnutrição e desidratação e foram hospitalizados, informou a representação do governo espanhol na região. Segundo eles, 19 pessoas estavam originalmente a bordo da embarcação. As autoridades, no entanto, não conseguiram confirmar de forma independente as mortes. Um helicóptero de resgate foi mobilizado para vasculhar a área próxima ao local onde ocorreu o salvamento, além de emitir um alerta aos navegantes, informou o governo. A embarcação foi localizada a cerca de 13 milhas náuticas a sudoeste da ilha de Mallorca, no Mar Mediterrâneo. Em um caso separado, também nas proximidades de Mallorca e ocorrido mais tarde nesta terça-feira, as autoridades informaram ter resgatado 17 migrantes com vida e encontrado dois mortos em outra embarcação, que transportava cerca de 30 pessoas. As buscas pelos passageiros restantes prosseguiam até o fim da terça-feira. A rota entre a Argélia e as Ilhas Baleares foi a que mais cresceu, proporcionalmente, como via de migração para a União Europeia entre janeiro e junho deste ano, embora o número total de chegadas ao bloco tenha diminuído, segundo a agência europeia de fronteiras Frontex. Os dados mais recentes do Ministério do Interior da Espanha mostram que as chegadas ao país caíram cerca de 25%. A Frontex afirmou no ano passado que traficantes de pessoas passaram a concentrar suas operações na Argélia, em vez do Marrocos, por considerarem que os controles eram menos rigorosos, além de utilizarem embarcações mais rápidas. Nos últimos doze meses, a Espanha buscou reforçar a cooperação com a Argélia no controle da migração.