O desempenho é resultado de uma arrecadação bruta 5,6% menor na comparação de 12 meses 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A previdência privada aberta fechou o primeiro semestre com captação líquida de R$ 6,4 bilhões, volume 1,8% abaixo do registrado no mesmo intervalo em 2025. O desempenho é resultado de uma arrecadação bruta de R$ 77,4 bilhões, 5,6% menor na comparação de 12 meses, e de resgates de R$ 71 bilhões, 5,9% mais baixos do que no mesmo período do ano passado. Os dados são da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), que aponta uma diminuição de R$ 4,6 bilhões de dinheiro novo em relação aos primeiros seis meses de 2025. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 5% nos aportes para valores mais expressivos no VGBL passou a valer em junho do ano passado, ocasionado queda significativa na captação já naquele mês. 14% do PIB Os ativos administrados nos planos de previdência atingiram R$ 1,9 trilhão, o equivalente a 14% do PIB do Brasil. Houve um incremento de 13,1% em relação a junho de 2025. Um ano após a tributação do IOF entrar em vigor, a avaliação é que a queda na captação bruta é muito maior ao se levar em conta a trajetória de crescimento que o setor vinha apresentando ano a ano, e que foi interrompida pela imposição do pedágio, segundo Edson Franco, presidente da Fenaprevi. “O gap de captação bruta estimado é de R$ 130 bilhões, considerando o número projetado antes do IOF – sendo R$ 50 bilhões que deixaram de ser aportados no ano anterior, mais o montante estimado para 2026 que é de R$ 80 bilhões”, estima, em nota. O executivo destaca que os recursos para a longevidade que deixaram de ir para o VGBL foram redirecionados para outras finalidades, como o consumo ou mesmo aplicações financeiras, especialmente as isentas do imposto. “É um efeito contrário ao esperado e vai na contramão do que o país necessita. Deveríamos, como sociedade, incentivar a poupança previdenciária. A tributação imposta ao VGBL é algo inédito, pois não existe tributação sobre o valor aportado em nenhum outro país", afirma Franco. Em junho, havia 13,7 milhões de planos de previdência privada aberta no país, sendo 8,6 milhões do tipo VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) ou 63,1% do total, e outros 3,2 milhões no PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), que correspondem a 23,2%. Os demais, 13,7%, se referem aos tradicionais de risco, acumulação e FAPI. No conjunto, a previdência alcança 11,2 milhões de pessoas, que usam o investimento para construir uma poupança de longo prazo, sendo 8,9 milhões (cerca de 80%) na modalidade individual de contratação. Em termos de prêmios e contribuições, os planos VGBL receberam R$ 69,6 bilhões em aportes no primeiro semestre de 2026, valor 7,2% menor do que no mesmo período de 2025. Já os do tipo PGBL somaram R$ 6,4 bilhões, 8,3% do total de contribuições, enquanto 1,8% da captação bruta de todo o período foi direcionada para os planos tradicionais. — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil