O preço do petróleo chegou a subir mais de 3% nesta terça-feira (4), mas a declaração do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, de que um acordo com o Irã está próximo de ser anunciado fez com que houvesse uma reversão e a cotação despencasse mais de 5%, ficando abaixo de US$ 80 pela primeira vez desde 13 de julho.
"Estamos em negociações com os iranianos e eu penso que há uma chance de nós alcançarmos um acordo hoje (terça) ou amanhã (quarta) para reabrir o estreito [de Hormuz] e se aproximar de uma posição de normalização", afirmou Bessent em entrevista à emissora de televisão CNBC.
Imediatamente após a declaração, que ocorreu por volta das 8h30 (horário de Brasília), o preço do barril Brent, referência mundial, passou a despencar até atingir US$ 79,51 (R$ 405,23), queda de 5,09%, por volta das 11h.Até então, a cotação estava em um viés de alta, tendo alcançado a máxima de US$ 86,34 (R$ 440,04), valorização de 3,07%, às 5h45. O preço permaneceu em torno de US$ 85 até a declaração de Bessent, que animou os investidores com o possível fim do conflito e a liberação do estreito de Hormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também afirmou nesta terça que houve avanços nas negociações com o Irã, mas evitou estipular um prazo como fez Bessent. "Houve avanços nessas negociações, mas ainda não há um acordo definitivo. Esperamos que isso aconteça em breve", disse.A redução abaixo de US$ 80 não ocorria desde 13 de julho, um dia após os EUA retomarem os ataques ao Irã, suspendendo um cessar-fogo que vinha desde 14 de junho. Depois disso, norte-americanos e iranianos trocaram bombardeios por 13 dias seguidos até uma nova suspensão das ofensivas anunciada por Donald Trump, presidente dos EUA, no último sábado (1°).







