Preferida para o posto é vereadora em Niterói; neutralidade da federação esvazia palanque de Flávio Bolsonaro e favorece Eduardo Paes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O deputado Carlos Jordy, no plenário da Câmara — Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados/20-12-2023 Com a confirmação da neutralidade da federação União-PP no Rio, em alinhamento com a posição nacional, o PL terá chapa puro-sangue no estado, berço do bolsonarismo. Quem assume o posto do ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União), que desistiu do Senado, é o deputado federal Carlos Jordy. Antes, ele tentava se viabilizar no PL para a vaga que acabou conquistada internamente por Carlos Portinho, o outro candidato da sigla. Sem Canella, ganhou a oportunidade. Já a vice de Douglas Ruas na eleição para governador será uma mulher do partido, e a definição do nome tende a sair ainda nesta terça-feira. A preferida da direção estadual é a vereadora de Niterói Fernanda Louback. A neutralidade da federação no estado foi antecipada pelo GLOBO em meados de julho. Sem os partidos na aliança, Ruas ficará com menos da metade do tempo de propaganda eleitoral na TV e no rádio na comparação com Eduardo Paes (PSD), o líder das pesquisas. O processo de viabilizar a neutralidade foi construído em Brasília e contou também com conversas constantes entre Paes e quadros do PP, sobretudo o presidente estadual, Dr. Luizinho. Há duas semanas, o primeiro sinal do rompimento com o PL foi a desistência do então vice da chapa, o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP). Paes até tentou atrair a federação para sua aliança, mas sabe que deixá-la neutra já é uma vitória. Agora, além de esvaziar a estrutura da campanha do principal adversário, ele contará com apoios avulsos de quadros dos partidos, especialmente do PP. Luizinho é deputado federal e sonha com a presidência da Câmara dos Deputados. O PL atribui os movimentos recentes dele à tentativa de virar o candidato do eventual novo governo do presidente Lula (PT) na disputa que ocorrerá no início do ano que vem. Pesa contra isso, contudo, o fato de Hugo Motta (Republicanos-PB) ainda ter direito a se reeleger. Como o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, vinha queimado com o petismo desde que foi ministro de Jair Bolsonaro (PL), Luizinho assumiu protagonismo nas conversas nacionais que culminaram na decisão do partido de ficar fora da aliança de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial. No PL do Rio, também há insatisfação com Flávio. Reclama-se da “falta de gestos” do presidenciável em prol de uma aliança mais robusta no estado que catapultou a família Bolsonaro à política. Outra causa da saída da federação, avaliam aliados de Douglas Ruas, seria a tentativa de Ciro Nogueira e do presidente do União Brasil, Antonio Rueda, de atrair menos holofotes da Polícia Federal. Eles teriam avaliado, assim, que é melhor não fortalecer adversários de Lula num local que tende a ser decisivo para a eleição nacional. Na última pesquisa Genial/Quaest, da semana passada, Ruas aparece empatado em segundo lugar com o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos). Eles têm 10%, enquanto Paes marca 38%.