Diretora de exploração e produção da estatal, Sylvia Anjos destacou que a companhia também tem focado em revitalizar campos maduros, como a Bacia de Campos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A Petrobras tem se empenhado cada vez mais em repor reservas de petróleo, disse a diretora de exploração e produção da estatal, Sylvia Anjos. Ao participar de evento da consultoria S&P no Rio, a executiva reforçou que o país deveria melhorar e acelerar processo de licença ambiental para contribuir com a busca por ampliação de reservas. “Temos olhado oportunidades no Brasil e em outros lugares do mundo. O melhor lugar é o Brasil, temos longo trabalho em transparência regulatória. Isso nos dá segurança”, disse Anjos. “Meu gosto pessoal é desenvolver mais no Brasil, mas a ANP [Agência Nacional de Petróleo e Gás] precisa liberar mais campos”, afirmou. Segundo a diretora da Petrobras, além da reposição de reservas com novos poços exploratórios, a companhia também tem focado em revitalizar campos maduros, como a Bacia de Campos. Entre os planos atuais de reposição da Petrobras está a Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial, onde a companhia está perfurando o primeiro poço. A perspectiva de conclusão é no próximo mês, disse a diretora. Carlos Pascual, vice-presidente da S&P Global Energy, afirmou que a guerra do Oriente Médio deixa o mundo e as cadeias de fornecimento mais vulneráveis a próximos choques. “A dependência de estratégias de escolta naval com restrições logísticas revela que os Estados Unidos não podem garantir unilateralmente a liberdade de navegação sem, inadvertidamente, prejudicar as mesmas rotas comerciais que buscam proteger”, disse o diplomata em evento da S&P no Rio. Ainda segundo Pascual, a China demonstra uma dominância estratégica em meio à instabilidade global: “Enquanto as potências ocidentais estão presas em impasses de segurança regional, a China está consolidando o controle sobre as cadeias de abastecimento de minerais críticos e de energia limpa, essenciais para o futuro industrial global.” Para Pascual, empresas multinacionais e os Estados soberanos devem se adaptar a um mundo de pontos de estrangulamentos políticos, geográficos e econômicos, com prêmios de risco estruturais. Diretora de exploração e produção da Petrobras, Sylvia Anjos — Foto: Divulgação/Roberto Farias/Petrobras