Restos mortais identificados por exame genético levaram à prisão de um conhecido da vítima, que confessou o crime e indicou onde havia escondido partes do corpo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O crânio de Francisco José Agüera, pessoa desaparecida, foi encontrado em um bueiro envolto em sacos plásticos — Foto: Divulgação/Guarda Civil O desaparecimento de um homem durante a pandemia de Covid-19 foi esclarecido mais de seis anos depois, após a descoberta de um crânio humano escondido em sacos plásticos dentro de um bueiro na província de Málaga, no sul da Espanha. A identificação dos restos mortais permitiu que a Guarda Civil prendesse um conhecido da vítima, neste mês de agosta, que confessou o assassinato, o esquartejamento e a ocultação do corpo. Francisco José Agüera, de 59 anos, desapareceu em 2020, no município de Coín. Segundo a Guarda Civil, familiares e amigos perderam contato com ele no fim de abril daquele ano e registraram seu desaparecimento, mas as buscas e os apelos públicos não tiveram sucesso. Descoberta levou à identificação da vítima O caso ganhou um novo rumo em junho de 2025, quando funcionários da prefeitura encontraram um crânio humano enquanto faziam a limpeza de um terreno na área residencial de Pinos de Alhaurín, em Alhaurín de la Torre, a cerca de 20 quilômetros de Málaga. De acordo com a polícia, o crânio apresentava uma fratura compatível com morte violenta. Submetido a exames genéticos, o material foi identificado, em fevereiro de 2026, como pertencente a Francisco José Agüera. A partir da confirmação, os investigadores passaram a analisar as comunicações da vítima e concentraram a apuração em seu círculo pessoal, chegando a um conhecido. Preso em 28 de julho, o suspeito acabou confessando o crime durante o interrogatório. Segundo a Guarda Civil, ele admitiu ter matado Francisco dentro de sua casa, em Coín, esquartejado o corpo, colocado os restos mortais em sacos plásticos e descartado as partes em diferentes pontos da região. — O investigado conduziu os agentes até vários dos locais onde havia ocultado os restos mortais da vítima — informou a Guarda Civil. Os restos recuperados ainda passarão por exames genéticos para a confirmação pericial final. O suspeito foi apresentado à Justiça no fim da semana passada, optou por permanecer em silêncio durante a audiência e teve a prisão preventiva decretada, sem direito a fiança. Ele responde por homicídio.