Especialistas explicam os sinais que merecem atenção, como ronco frequente e respiração pela boca, e quando o procedimento pode ser recomendado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Filhas de Virginia Fonseca passam por cirurgia de amígdalas e adenoide — Foto: Reprodução Instagram Virginia Fonseca contou nas redes sociais que as filhas, Maria Alice, de 4 anos, e Maria Flor, de 3, passaram por uma cirurgia para retirada das amígdalas e da adenoide. O procedimento, bastante realizado durante a infância, costuma ser indicado quando essas estruturas passam a interferir na respiração, no sono ou estão relacionadas a quadros recorrentes de infecção. Apesar de ser uma cirurgia conhecida entre pais e responsáveis, a indicação não depende apenas do tamanho das amígdalas ou da adenoide. A decisão considera os sintomas apresentados pela criança e o impacto deles na rotina, no desenvolvimento e na qualidade de vida. "As amígdalas e a adenoide fazem parte do sistema de defesa do organismo, especialmente durante a infância. A cirurgia não é indicada simplesmente porque essas estruturas estão aumentadas, mas quando o crescimento ou as infecções recorrentes passam a causar prejuízos para a criança", explica a pediatra Renata Castro. Ronco frequente merece atenção O ronco infantil muitas vezes é associado apenas ao cansaço ou a uma posição durante o sono, mas, quando acontece com frequência, pode ser um sinal de dificuldade na passagem do ar pelas vias respiratórias. A atenção deve ser maior quando há pausas na respiração, esforço para respirar ou sono inquieto. A adenoide fica localizada na região posterior do nariz e, quando aumentada, pode dificultar a passagem do ar. Já as amígdalas aumentadas podem contribuir para a obstrução da garganta. "A adenoide aumentada pode dificultar a passagem do ar pelo nariz. A criança pode começar a respirar predominantemente pela boca, roncar durante a noite, apresentar sono agitado e ter episódios de pausas respiratórias. Já as amígdalas muito aumentadas podem contribuir para a obstrução da passagem de ar na garganta", detalha a pediatra Ana Carolina Viégas. Respiração pela boca pode ser um sinal de alerta Algumas crianças desenvolvem o hábito de manter a boca aberta, principalmente durante o sono. Porém, quando esse comportamento é persistente, pode indicar que existe alguma dificuldade para respirar pelo nariz. Além do desconforto, a obstrução prolongada pode estar relacionada a alterações na fala e no desenvolvimento da face, dependendo do caso. "Respirar pela boca de maneira persistente não deve ser considerado apenas um hábito. É importante investigar por que a criança não está conseguindo utilizar o nariz adequadamente. Em alguns casos, a obstrução causada pela adenoide é um dos fatores envolvidos", destaca a Dra. Ana Carolina. Sono de qualidade também entra na avaliação Mesmo quando a criança dorme por muitas horas, isso não significa necessariamente que o descanso esteja sendo suficiente. Alterações respiratórias durante a noite podem fragmentar o sono e afetar o bem-estar durante o dia. "Uma criança pode passar muitas horas na cama e, ainda assim, não ter um sono reparador. Se existem roncos intensos, pausas respiratórias e esforço para respirar, o organismo pode permanecer em uma situação de estresse durante o sono. Isso merece investigação porque o descanso adequado é fundamental para o desenvolvimento infantil", acrescenta a Dra. Ana Carolina. Caso das filhas de Virginia Fonseca reacende dúvidas sobre cirurgia comum na infância — Foto: Reprodução Instagram Infecções frequentes podem influenciar a decisão A cirurgia também pode ser considerada em casos de amigdalites recorrentes, mas isso não significa que toda criança com infecções de garganta precise retirar as amígdalas. A avaliação leva em conta a frequência dos episódios, a intensidade dos sintomas e o impacto na rotina. "É muito importante diferenciar uma criança que apresenta infecções comuns ao longo da infância daquela que tem episódios muito frequentes, graves ou que estão comprometendo significativamente sua qualidade de vida. A indicação cirúrgica precisa ser individualizada", afirma a Dra. Renata. O tamanho das estruturas não é o único critério Um dos principais equívocos sobre o procedimento é acreditar que amígdalas grandes ou uma adenoide aumentada levam automaticamente à cirurgia. Na prática, os médicos analisam principalmente como essas estruturas afetam a respiração e o funcionamento do organismo. "O tamanho é apenas uma parte da avaliação. O mais importante é entender se existe obstrução e qual é o impacto dela. Uma criança pode ter amígdalas grandes e não apresentar sintomas relevantes, enquanto outra pode ter uma obstrução importante que interfere no sono e na respiração", esclarece a Dra. Ana Carolina. Pós-operatório exige acompanhamento Quando indicada, a cirurgia é realizada por um otorrinolaringologista, geralmente com anestesia geral. O período de recuperação varia conforme cada criança, mas cuidados com hidratação, alimentação e controle da dor costumam ser pontos importantes. "A recuperação exige atenção principalmente à hidratação e à alimentação, além do controle adequado da dor. Os responsáveis devem seguir as orientações dadas pela equipe que acompanha a criança e observar qualquer sinal de alerta no período pós-operatório", orienta a Dra. Renata. Veja fotos de Virgínia Fonseca com os filhos 1 de 14 Virginia e seus filhos: Maria Alice, José Leonardo e Maria Flor — Foto: Reprodução/Instagram 2 de 14 Virginia levou os três filhos para o último ensaiode quadra da Grande Rio antes dos desfiles, — Foto: Reprodução/Instagram X de 14 Publicidade 14 fotos 3 de 14 Virginia Fonseca com as filhas — Foto: Reprodução/Instagram 4 de 14 Virginia Fonseca posa com os filhos diante de elefantes, num zoológico em Madri, na Espanha — Foto: Reprodução/Instagram X de 14 Publicidade 5 de 14 Virginia Fonseca com os filhos em frente ao bolo de aniversário de 3 anos de Maria Flor, de 3 (à direita) — Foto: Reprodução/Instagram 6 de 14 Virginia em viagem com seus filhos — Foto: Reprodução/Instagram X de 14 Publicidade 7 de 14 Virginia e as duas primeiras filhas — Foto: Reprodução/Instagram 8 de 14 Virginia e as filhas como 'pimpolhas da Grande Rio' — Foto: Instagram X de 14 Publicidade 9 de 14 Virginia e seus filhos: Maria Alice, José Leonardo e Maria Flor — Foto: Reprodução/Instagram 10 de 14 Virginia Fonseca e as filhas — Foto: Instagram X de 14 Publicidade 11 de 14 Virginia e filhos no jogo do Real Madrid — Foto: Reprodução/Instagram 12 de 14 Virginia e Maria Alice— Foto: Reprodução X de 14 Publicidade 13 de 14 Virginia e Maria Alice — Foto: Reprodução/Instagram 14 de 14 Virginia e José Leonardo — Foto: Reprodução/Instagram X de 14 Publicidade As crianças são frutos do antigo relacionamento da influenciadora com o cantor Zé Felipe O caso das filhas de Virginia chamou atenção para uma cirurgia bastante conhecida entre os pais, mas que não é indicada de forma automática. A decisão depende dos sintomas apresentados pela criança e dos impactos que eles provocam no dia a dia, especialmente em relação ao sono e à respiração. Ronco frequente, respiração pela boca, pausas durante o sono e episódios recorrentes de infecção podem ser sinais de que é hora de buscar uma avaliação médica. Mais do que o tamanho das amígdalas ou da adenoide, o que define a necessidade do procedimento é a forma como essas estruturas interferem na saúde e no bem-estar da criança.