Petista se corrigiu após citar 'país do futuro' que deixará para seu ex-ministro após deixar o governo e mencionou aliados 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Lula e Haddad no lançamento da candidatura ao governo de SP — Foto: Edilson Dantas / O Globo A declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre como deixaria o governo para o ex-ministro Fernando Haddad, durante a convenção do PT realizada no domingo, foi vista por aliados como uma indicação da preferência por ter seu ex-ministro da Fazenda como sucessor. Mas, ainda na visão dessas pessoas próximas, o petista, ao seu estilo, se corrigiu a tempo de deixar em aberto a escolha de um outro nome para o posto. O entendimento de lideranças da legenda é que a discussão sobre a sucessão de Lula, que aos 80 anos anunciou estar disputando a última eleição de sua carreira política, terá início imediatamente após uma eventual vitória do líder petista na disputa de outubro. Entre os petistas, Haddad aparece como favorito. O ex-ministro da Fazenda deixa transparecer nos bastidores ter a intenção de ser alçado ao posto. A sinalização concreta de Lula para isso é aguardade em uma eventual montagem do novo governo, caso ela conquiste a reeleição, com uma possível indicação do ex-chefe da equipe econômica para a Casa Civil, pasta com assento no Palácio do Planalto e responsável por coordenar as ações do governo. Mas a avaliação entre esses aliados é que, mesmo que faça gestos a favor de Haddad, Lula não deve fechar as portas para outros quadros. Ao longo dos seus três mandatos, lembram esses interlocutores, o líder petista sempre estimulou as disputas entre os subordinados. Uma opção vista dentro do partido para suceder Lula é o senador Camilo Santana, ex-ministro da Educação e ex-governador do Ceará, que faz parte da coordenação da campanha presidencial. É dada como certa a sua nomeação para um ministério em um eventual quarto mandato de Lula. Na convenção de domingo, realizada em São Paulo, Haddad foi o único candidato a governador do PT a discursar. Além dele, falaram apenas Lula, o vice Geraldo Alckmin e o presidente do partido, Edinho Silva. O presidente colocou o ex-ministro da Fazenda como seu sucessor ao afirmar: — Qual é o país do futuro que eu vou entregar, quando você, Haddad, depois de governar São Paulo por oito anos, estiver sendo presidente da República? Na sequência, o presidente fez uma ressalva e citou o governador petista do Piauí, Rafael Fonteles, que disputará a reeleição. Lula levantou a possibilidade de o seu sucessor sair de algum outro estado do Nordeste. Estavam presentes no palco Camilo, Fonteles, o candidato do PSB ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), e o governador petista da Bahia, Jerônimo Rodrigues, que também concorrerá à reeleição. — Ou você, Rafael (será o sucessor)? Quem sabe sai do Piauí o próximo? Ou quem sabe do Ceará. Ou quem sabe de Pernambuco. De algum lugar vai sair. E da Bahia? Essa eleição de agora é para definir que país a gente vai deixar do ponto de vista das coisas que ainda não fizemos.