Por Anna Luiza Santiago 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pedro Bial e Wagner Moura no 'Conversa com Bial' — Foto: Divulgação/TV Globo Nesta terça-feira (4), o “Conversa com Bial” exibirá uma entrevista com Wagner Moura direto de Atenas, na Grécia. O ator está em turnê pela Europa com a peça “O julgamento”. O espetáculo foi criado por ele, Cristiane Jatahy e Lucas Paraízo a partir da obra "Um inimigo do povo", de Henrik Ibsen. A peça propõe uma reflexão sobre democracia, verdade, polarização e participação popular: — Eu me lembro de uma época em que esquerda e direita brigavam, discutiam, mas estavam vendo o mesmo fato. Hoje, os fatos já não importam mais. Se os fatos deixam de existir e passam a existir versões da realidade, isso me assusta. Vencedor do Globo de Ouro de Melhor Ator em Filme de Drama este ano pelo filme O Agente Secreto", Moura fala ainda sobre a importância das novelas em sua carreira. Ele fez, por exemplo, "A lua me disse" e "Paraíso tropical", na TV Globo: — A novela me preparou porque você tem que chegar e fazer. Esse sentido de sobrevivência a novela me deu. O ator também comenta a escolha de manter seu sotaque em produções estrangeiras: — Eu não quero falar sem sotaque. Acho que represento uma parcela gigante das pessoas que moram naquele país: gente que fala com sotaque, gente imigrante. Politicamente, me sinto muito confortável em dizer que não quero fazer isso. Pai de três filhos (Bem, Salvador e José), Moura opina sobre a decisão dos dois primeiros de seguirem na atuação. Salvador fez uma participação em vídeo na peça. Bial questionou se eles pediram licença ao pai: — Não tem essa coisa de pedir licença. Acho muito legal. Salvador fez aquela participação porque quis. Falou que queria fazer e fez superbem. Achei lindo. Mas o Bem é artista. O Bem estuda cinema, ele quer ser diretor, escreve superbem. Aí a Monique Gardenberg, nossa amiga, tinha um personagem e colocou na cabeça dela que deveria ser o Bem. Ele fez teste, passou e vai fazer um filme dirigido pela Monique, com Marieta Severo e Humberto Carrão, que são grandes amigos meus. São basicamente três personagens. Acho um filme maravilhoso para ele começar. Papéis marcantes de Wagner Moura no cinema 1 de 8 Antonio Fagundes e Wagner Moura em cena do filme 'Deus é brasileiro', de 2003 Divulgação/Zeca Guimarães 2 de 8 Wagner Moura em 'O caminho das nuvens', de 2003 Divulgação X de 8 Publicidade 8 fotos 3 de 8 O ator Wagner Moura no filme 'Tropa de elite', que levou o Urso de Ouro em Berlim em 2007 Divulgação 4 de 8 O ator volta a viver o Capitão Nascimento em 'Tropa de elite 2', de 2010 Divulgação X de 8 Publicidade 5 de 8 Alice Braga e Wagner Moura ao lado de Diego Luna, em Los Angeles, na pré-estreia do filme "Elysium", de 2013, assinado pelo diretor Neill Blomkamp. Os atores participaram do longa, estrelado por Matt Damon e Jodie Foster Divulgação 6 de 8 Wagner Moura vive Pablo Escobar na série "Narcos" Divulgação/Netflix X de 8 Publicidade 7 de 8 O diretor José Padilha ao lado de Wagner Moura no set de gravações da série 'Narcos' Divulgação 8 de 8 Wagner Moura e Seu Jorge em filme sobre Carlos Marighella Divulgação X de 8 Publicidade Papéis marcantes de Wagner Moura no cinema