Partido oficializa candidatura, mas vaga para vice na chapa ainda está indefinida Convenção do PSD oficializa Mateus Simões como candidato à reeleição ao governo de Minas — Foto: Divulgação O PSD confirmou em convenção realizada neste domingo (2), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, a candidatura do governador Mateus Simões (PSD) para a reeleição. O partido, que tem alianças com o Avante e o DC, e deu à Executiva do Estado autonomia para firmar novas alianças partidárias, também confirmou o senador Carlos Viana (PSD) candidato à reeleição. O partido ainda não definiu o segundo nome para concorrer ao Senado, nem candidato à vice-governador. As convenções partidárias precisam ser realizadas até quarta-feira (5). O presidente do PSD em Minas Gerais, deputado Cássio Soares, disse que o nome do candidato a vice deve ser definido em acordo com o Novo, que sugeriu como nomes do seu quadro Fernanda Pereira Altoé e Tiago Mitraud. O ex-governador e candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) participou da convenção e, em um breve discurso, declarou apoio ao afilhado político. “Ninguém aqui nesta sala conhece mais a capacidade do governador Mateus Simões do que eu. Na minha primeira gestão, ele foi secretário-geral e na segunda gestão foi vice-governador. Eu atesto que muito do que nós conseguimos em Minas foi devido à capacidade, à competência, a esse homem ético que ele é, que quer fazer o melhor por Minas. E é por isso que ele tem o meio apoio incondicional”, declarou Zema. O presidente nacional do PSD e candidato a vice-presidente na chapa de Ronaldo Caiado (PSD), Gilberto Kassab enviou um vídeo, afirmando que Simões fortalece muito o partido em Minas Gerais e que é o “o cara melhor na administração pública”. O presidente nacional do Avante, deputado federal Luís Tibé, reafirmou o apoio do partido a Simões à chapa encabeçada pelo PSD em Minas Gerais. Em discurso, Simões fez um balanço da gestão que dividiu com Zema e disse que juntos, criaram um novo modelo de gestão. “Minas era o Estado do ‘não’ para o povo e do ‘sim’ apenas para os amigos do poder. Foi esse modelo velho que quebrou o Estado e comprometeu o futuro dos mineiros. (...) Resgatamos Minas da pior crise da sua história. Juntos nós criamos um novo modelo de governo, totalmente separado, diferente, oposto ao anterior, onde eles diziam sim para a politicagem, nós passamos a dizer não. Onde eles diziam não para o povo, nós passamos a dizer sim”, afirmou Simões. O governador fez referência à gestão do ex-governador Fernando Pimentel (PT), entre 2015 e 2018. Sem citar nomes, o candidato também alfinetou o ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP), que era pré-candidato ao Senado pela chapa de Simões e agora tenta um acordo para entrar na chapa que deve reunir Republicanos, União Brasil, Progressistas e PL. “Tem também gente que representa a velha política com cara nova. Muda o rosto, dá uma acurada no discurso, mas o modelo é sempre o mesmo. Jantares e reuniões fechadas em Brasília para tentar decidir o futuro de Minas Gerais. O sim deles é para privilégio político, o não é ao povo de Minas”, afirmou o candidato. Quando se apresentou como pré-candidato, em outubro de 2025, Simões tinha como apoiadores Novo, PRD, União e Progressistas. O União e o PP deixaram de apoiar Simões e negociam com o Republicanos uma aliança. O Republicanos deve confirmar a candidatura de Cleitinho (Republicanos) ao governo do Estado na segunda-feira (3). A posição de Aro na chapa ainda está em discussão. O Podemos negocia agora aliança com União, PP, Republicanos e PL. O PRD decidiu em sua convenção ficar neutro na campanha para o governo. A pesquisa Genial/Quaest divulgada na terça-feira (28) mostra Simões em quarto lugar, com 6% das intenções de voto, atrás de Cleitinho, com 35%, do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e do deputado federal Patrus Ananias (PT), com 12% cada um.