Pelo menos 13 pessoas morreram na queda de um avião de pequeno porte que transportava turistas para observar as Linhas de Nazca, um dos atrativos arqueológicos milenares do Peru, neste sábado (1º). O major da polícia Jorge Andrade disse à imprensa no local do acidente que 11 eram passageiros e dois, tripulantes.

"Pela gravidade do acidente, não há sobreviventes. Até o momento, recuperamos quatro corpos", afirmou Andrade, sem informar a identidade das vítimas. Ele não deu detalhes sobre as causas do desastre e disse que a Aeronáutica Civil investigará o caso.

As Linhas de Nazca são um conjunto de geóglifos gigantescos gravados no solo do deserto de Nazca, localizado no sul do Peru, a cerca de 400 quilômetros de Lima. São mais de 800 desenhos de animais, plantas, figuras geométricas e antropomórficas feitos há mais de 1.500 anos e que só podem ser vistos do alto. Eles foram declarados Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco em 1994.

Na área, figuras de beija-flores, macacos, aranhas, cachorros, pelicanos, baleias e lagartos, entre outros, destacam-se na terra de superfície escura, mantidas pelo clima estável de 25 graus Celsius —que faz com que o vento se desvie e reduza a erosão.

O acidente com a aeronave aconteceu pouco depois das 13h no horário local (15h de Brasília), após a decolagem do aeroporto da cidade de Pisco, cerca de 240 km ao sul da capital. Pisco possui um pequeno aeródromo de onde operam dezenas de aviões de pequeno porte, com intenso movimento de passageiros, principalmente turistas estrangeiros.