Suspeito confessou ter contrabandeado uma remessa de metanfetamina para a Sabah e outra para Jacarta. Polícia investiga uma rede internacional de tráfico 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Piloto é preso com mais de 70 mil comprimidos de ecstasy após pousar avião e pode ser condenado à morte na Malásia — Foto: AFP O piloto malaio de 39 anos, preso no aeroporto internacional de Jacarta, Indonésia, transportando mais de 70 mil comprimidos de ecstasy na bagagem, pode não ser um novato no contrabando. De acordo com os investigadores, o homem teria confessado ter se envolvido em outras duas situações de tráfico, uma delas também tendo a capital indonésia como destino, antes de ser detido. A primeira remessa, segundo a agência de notícias indonésia Antara, envolvia metanfetamina. O destino era Sabah, na Malásia. Já o segundo caso envolvia o transporte de sete quilos de metanfetamina para Jacarta. O destino foi o mesmo no terceiro caso, que culminou na sua prisão. Nesta ocasião, o piloto contrabandeava 14 pacotes grandes de ecstasy e um de metanfetamina, segundo os agentes. Ao todo, foram encontradas 70.114 cápsulas de drogas, com um peso de 25.194,83 gramas, disse o diretor da Divisão de Crimes de Drogas da Bareskrim, Brigadeiro-General Eko Hadi Santoso à Antara. É o passado do piloto que levou a Polícia Nacional da Indonésia a investigar uma rede internacional de tráfico de drogas. As autoridades buscam os demais membros da quadrilha e acreditam que os suspeitos ainda estejam por Jacarta. Os agentes também tentam rastrear a origem dos narcóticos. — Estamos trabalhando com a Alfândega e outras partes interessadas para desmantelar a rede. Nosso compromisso é continuar perseguindo os criminosos, seja por via aérea ou marítima — explicou o chefe da Subdiretoria 2 da unidade de narcóticos da Polícia Nacional, Awaludin Amin. Por conta da prisão na última quarta-feira (29), as autoridades alfandegárias do aeroporto internacional intensificaram as inspeções de bagagem e o monitoramento de todas as tripulações de voo. A partir deste sábado (1º), serão aplicadas verificações aleatórias de bagagem a todas as tripulações que utilizam as filas exclusivas para tripulantes. A Embaixada da Malásia em Jacarta disse que respeita o processo legal da Indonésia e informou que está "em contato com as autoridades indonésias competentes". Relembre a história O piloto malaio foi preso no aeroporto internacional de Jacarta, após desembarcar de um voo procedente de Kuala Lumpur, na Malásia, com os milhares de comprimidos de ecstasy na bagagem. Segundo as autoridades, o homem também estava sob efeito de drogas no momento da prisão e agora pode ser condenado à pena de morte, prevista na legislação antidrogas do país. O exame toxicológico realizado após a prisão indicou resultado positivo para metanfetamina, MDMA e cocaína. — O que nos preocupa é que essa pessoa é um piloto profissional e havia acabado de pilotar esse avião de Kuala Lumpur para a Indonésia — afirmou Hengky Tomuan Parlindungan Aritonang, representante da alfândega, durante entrevista coletiva. Embora as autoridades não tenham confirmado oficialmente a companhia aérea, o número do voo corresponde a uma operação da Malaysia Airlines. Ainda de acordo com o depoimento, o homem receberia 50 mil ringgits malaios (cerca de R$ 66 mil) para entregar a carga em Jacarta, onde outro integrante da organização criminosa faria a retirada dos entorpecentes. As autoridades investigam a possível ligação do suspeito com uma rede internacional de tráfico de drogas. Em comunicado, a Malaysia Airlines informou que acompanha o caso e instaurou uma investigação interna. "A Malaysia Airlines leva essas alegações muito a sério e cooperará integralmente com as autoridades competentes, em conformidade com todas as leis e regulamentos aplicáveis", afirmou a empresa. O piloto foi acusado de violar a legislação antidrogas da Indonésia, considerada uma das mais rígidas do mundo. A pena prevista para tráfico de grandes quantidades de entorpecentes pode variar entre prisão perpétua e pena de morte.