Alguns modelos de aviões recebem nomes puramente utilitários e alfanuméricos: basta ver o A380 da Airbus. Ocasionalmente, gigantes aeroespaciais buscam transmitir algo mais significativo. O 787 Dreamliner da Boeing projeta uma imagem de conforto moderno; o A320neo da Airbus destaca o uso do que há de mais avançado em tecnologia aeronáutica.
A Embraer, terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo, adota uma abordagem mais direta. Desde 2017, ela comercializa seu jato regional E2, de baixo consumo de combustível, como o Profit Hunter, "Caçador de Lucros" em português.
A empresa brasileira tem uma fração do tamanho da Airbus e da Boeing, mas teve anos notáveis. A demanda está disparando não apenas para seus aviões de passageiros menores, mas também para jatos executivos e militares.
Em 2021, a empresa entregou 141 aeronaves. Este ano, pode chegar a 255. Em 24 de julho, a empresa informou que sua carteira de pedidos atingiu o recorde de US$ 34,5 bilhões (R$ 175,1 bi). Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer, vê uma oportunidade de "crescimento substancial" pela frente, e os investidores concordam.
Desde o início de 2021, o preço de suas ações subiu aproximadamente dez vezes, superando em muito os da Airbus ou Boeing. Alguns agora especulam que a Embraer pode investir no mercado de jatos maiores, enfrentando diretamente as líderes da indústria aeroespacial.






