Dois anos após a provável fraude eleitoral que reconduziu Nicolás Maduro ao poder pela terceira vez, o regime da Venezuela volta a negociar com a oposição —desta vez, sob a tutela dos Estados Unidos e enquanto ainda vive o luto de um terremoto que matou milhares de pessoas há pouco mais de um mês.

Chegam à mesa neste sábado (1º) Jorge Rodríguez (presidente da Assembleia Nacional e irmão da Delcy Rodríguez, número dois do regime e substituta de Maduro após o líder ser capturado e levado à Nova York em janeiro) e Dinorah Figuera, presidente da Assembleia Nacional de 2015 —única instituição venezuelana reconhecida por Washington. São as ausências, porém, que mais chamam a atenção.

A principal delas é a de María Corina Machado, líder da oposição do país sul-americano e Prêmio Nobel da Paz do ano passado. A despeito das constantes deferências ao presidente americano, Donald Trump —incluindo a entrega da medalha do Nobel—, Washington tem descartado repetidamente a participação da política no processo.

Fora do país desde a véspera da cerimônia em Oslo que lhe concedeu o prêmio, em dezembro de 2025, María Corina vem sendo citada por outros opositores como uma figura essencial para um acordo.

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