Manifestações fecharam vias em Pendotiba e na Região Oceânica durante a noite; concessionária afirma que 99% dos clientes afetados pelo vendaval já tiveram o serviço restabelecido, mas reconstrução da rede ainda mantém bairros sem energia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Moradores do Atalaia protestaram contra a falta de luz na noite desta quinta (30) ateando fogo em pneus — Foto: Reprodução/Redes Sociais Mais de 40 horas após o vendaval que atingiu o estado do Rio na tarde de quarta-feira (29), moradores de Niterói ainda enfrentam transtornos provocados pela falta de energia elétrica. A demora no restabelecimento do serviço provocou uma série de protestos na noite de quinta-feira (30), com interdições de ruas em bairros de Pendotiba e da Região Oceânica. Enquanto as manifestações ocorriam, cerca de 11 mil imóveis permaneciam sem luz na cidade, segundo a Enel Rio. Barricadas com fogo foram montadas em diferentes pontos, como no Largo da Batalha, no sentido Maceió, e na Rua Alarico de Souza, no bairro Atalaia. Também houve relatos de protestos em outras localidades da região de Pendotiba e Engenho do Mato. Na manhã desta sexta-feira (31), moradores ainda relatavam falta de energia em bairros como Piratininga, Itaipu e Largo da Batalha, além de ocorrências pontuais em regiões como Icaraí. Mesmo onde o fornecimento foi parcialmente restabelecido, alguns consumidores afirmam que apenas uma fase da rede voltou a funcionar, deixando parte dos apartamentos sem energia e impedindo o funcionamento de equipamentos como elevadores. — Cuido de uma idosa acamada e o prédio está sem elevador. Imagina se precisássemos ir ao médico? — relata a cuidadora de idosos Rosa França, que trabalha na Travessa Antônio Pedro, em Icaraí. Em nota divulgada na manhã desta sexta-feira, a Enel Rio informou que já restabeleceu o fornecimento para 99% dos clientes afetados pelo vendaval em toda a área de concessão. Dos 36 mil consumidores ainda sem energia no estado, apenas 5 mil correspondem às ocorrências mais antigas, concentradas em Niterói e Maricá. Segundo a concessionária, desses, cerca de 1.700 clientes permanecem sem luz nos dois municípios em razão dos danos provocados pelo temporal. De acordo com a empresa, os casos remanescentes são os mais complexos, já que exigem a reconstrução de trechos inteiros da rede elétrica destruídos pela queda de árvores de grande porte. Em alguns pontos, as equipes precisam substituir postes, transformadores e cabos, além de reconstruir dezenas de metros de rede antes de restabelecer o fornecimento. A concessionária afirma que a atuação também depende, em alguns locais, da remoção de árvores e da liberação das vias para permitir o acesso das equipes. Os bairros que ainda concentram as ocorrências mais graves em Niterói continuam sendo Piratininga, Largo da Batalha e Itaipu. A previsão da empresa é concluir os reparos relacionados ao vendaval até a tarde desta sexta-feira. Estragos Segundo a Prefeitura de Niterói, foram registradas 38 ocorrências de queda de árvores e galhos. Parte dos atendimentos precisou aguardar o desligamento da rede elétrica para que as equipes pudessem atuar com segurança. A Clin mobilizou cerca de 600 funcionários para desobstrução de ruas e recolheu aproximadamente 12 toneladas de resíduos deixados pela ventania.
Após apagão, moradores fazem protestos em Niterói enquanto Enel diz que reparos mais complexos serão concluídos nesta sexta
Manifestações fecharam vias em Pendotiba e na Região Oceânica durante a noite; concessionária afirma que 99% dos clientes afetados pelo vendaval já tiveram o serviço restabelecido, mas reconstrução da rede ainda mantém bairros sem energia











