A juíza Giovana Teixeira Brantes Calmon, que autorizou os mandados de busca e apreensão sobre os acionistas de referência da Lojas Americanas, no mês passado, vê sinais de que houve destruição de provas no escândalo da varejista.
As afirmações constam em despacho proferido pela magistrada na 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, em 22 de maio, um mês antes da segunda fase da Operação Disclosure, que teve como alvos Beto Sicupira, Eduardo Saggioro e Paulo Alberto Lemann.
Sicupira é um dos três principais acionistas da Americanas, Saggioro é presidente do conselho de administração e Paulo Lemann é filho de Jorge Paulo Lemann, outro sócio principal.
Ela cita pastas vazias em um computador atribuído ao ex-CEO Sergio Rial e um aparelho de Miguel Gutierrez, CEO anterior, que foi entregue formatado pela Americanas para a Polícia Federal.
Segundo a juíza, as informações do processo apontam que os aparelhos utilizados por Miguel Gutierrez na Americanas encontravam-se com seus padrões de fábrica restaurados, ou seja, formatados.








