O abalo ocorreu na noite de quinta (30) a 42 km de Pucallpa, região próxima ao Acre; não há informação de feridos até o momento 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Terremoto moderado de magnitude 5.7 atingiu região de fronteira entre Brasil e Peru, próximo ao Acre — Foto: Reprodução/IGP Um terremoto de magnitude 5.7 atingiu na noite de quinta (30) a região peruana de Ucayali, próxima à fronteira com o Brasil, informou o Instituto Geofísico do Peru (IGP). O abalo registrado às 19h58 do horário local (21h58 em Brasília) teve epicentro em 42 km ao noroeste de Pucallpa. Não há informações de feridos até o momento. As autoridades peruanas classificaram o terremoto como de intensidade moderada, com tremores sentidos tanto do lado brasileiro quanto no peruano, se estendendo até a capital Lima, segundo relatos nas redes sociais. Os abalos deixaram moradores dos arredores de Pucallpa em alerta, ainda de acordo com o site de notícias latino Infobae, mas não houve alarde em Lima, apesar de o fenômeno ter sido percebido até mesmo no alto de prédios. Em Yarinacocha, os animais domésticos teriam se agitado com a sensação. Para o Serviço Geológico dos EUA, o sismo teria baixo potencial destrutivo. Ele teria começado a 116 km de profundidade, informou ainda o IGP, o que pode ter colaborado para diminuir seu impacto na superfície. O terremoto que deixou milhares de mortos na Venezuela em junho, por exemplo, não foi apenas intenso com sua magnitude 7.5 – o tremor também foi tido como "raso". – A profundidade na qual um terremoto se forma, onde começa, é muito importante porque quanto mais fundo acontece na Terra, maior a distância entre aquele ponto e a superfície onde todos vivemos para dissipar [a energia] à medida que os tremores se afastam da fonte – explicou na época o professor Mark Allen, chefe do departamento de ciências da Terra da Universidade Durham, na Inglatera, à agência Reuters. – No caso daqueles dois terremotos na Venezuela, a fonte era relativamente rasa na placa tectônica da Terra, a camada que chamamos de crosta, quero dizer, era cerca de 10 a 20 quilômetros. E isso é triste porque quer dizer que não só estes terremotos foram grandes em termos do total de energia liberado, o que chamamos de magnitude do terremoto, mas eles também não estavam ocorrendo tão profundamente na Terra, então muita dessa energia alcançou a superfície nas regiões sobre os tremores –, lamentou. Apesar de terremotos não serem comuns no Brasil, os eventos são mais frequentes no país vizinho, já que o território peruano está situado em uma área de atrito entre a placa tectônica sul-americana e a chamada placa de Nasca. O Instituto Nacional de Defesa Civil do Peru não registrou vítimas até a publicação desta matéria, mas informou através de seus canais oficiais que monitora a situação.