No início de julho, usuários do Samsung Health — aplicativo de saúde instalado por padrão nos dispositivos Galaxy — receberam uma notificação sobre um novo “Consentimento para o uso de dados de saúde para treinamento e modelagem de IA”, em tradução direta do inglês. A recusa ao termo, porém, tem consequências: impede a realização de backups e leva à exclusão de todas as informações de saúde anteriormente armazenadas na conta.

Entre as informações mencionadas no documento estão medidas corporais, dados nutricionais, contagem de passos, registros de atividades físicas e sono, informações sobre medicamentos — incluindo receitas e dosagens —, diagnósticos, prognósticos, resultados de exames, tratamentos médicos e indicadores fisiológicos, como o ciclo menstrual.

No documento, a Samsung afirma que os dados coletados poderão ser utilizados para “melhorar o Samsung Health, incluindo algoritmos para analisar condições de saúde e ferramentas de inteligência artificial da marca”. Ainda há pouca clareza, no entanto, sobre o destino dessas informações e sobre a forma como serão incorporadas aos sistemas da empresa. A mudança sinaliza uma tendência mais ampla: a expansão de “treinadores artificiais” em aplicativos voltados ao acompanhamento da saúde.