Leitura em linha do de preços de gastos com consumo (PCE) para o mês de junho e a estabilização dos preços do petróleo Ouro sobe com a possibilidade de um Fed mais flexível no curto prazo — Foto: Chris Ratcliffe/Bloomberg Os contratos futuros de ouro encerraram esta quinta-feira em forte alta, impulsionados pela forte queda do dólar no exterior e dos rendimentos dos Treasuries de curto prazo, que refletem a percepção do mercado de que o Federal Reserve (Fed) não agirá com urgência para conter a inflação. A percepção de que o banco central americano adotará uma postura mais flexível acontece após a conferência de imprensa do presidente Kevin Warsh, na qual suas declarações foram percebidas, em alguns momentos, como mais “dovish” (propensa aos juros mais baixos). Na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos futuros de ouro com entrega para agosto encerraram em alta de 1,58%, cotado a US$ 4.100,1 por onça-troy. A leitura em linha do de preços de gastos com consumo (PCE) para o mês de junho e a estabilização dos preços do petróleo, apesar dos ataques entre EUA e Irã, também contribuíram para a dinâmica de preços do ativo. A decisão do Fed deu um suporte momentâneo aos preços do ouro, embora ela deva ter efeito restrito no longo prazo, segundo Soojin Kim, do MUFG. “A expectativa de taxas de juros mais altas por mais tempo e as tensões persistentes no Oriente Médio provavelmente manterão o metal sendo negociado em uma ampla faixa em torno do patamar de US$ 4 mil”, acrescentou.