Resultado foi formado por déficit de R$ 2,451 bilhões do Tesouro Nacional, déficit de R$ 50,474 bilhões da Previdência Social e déficit de R$ 155 milhões do Banco Central O governo central registrou déficit primário de R$ 48,178 bilhões em junho, conforme divulgado pelo Tesouro Nacional. Com isso, no acumulado de 12 meses, o governo central teve déficit de R$ 144,1 bilhões, equivalente a 1,08% do PIB. Os dados levam em conta Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central (BC) e excluem despesas com a dívida pública. O resultado foi o quarto pior para o mês em termos reais em toda a série histórica, segundo dados Tesouro. A série tem início em 1997. Em junho de 2025, as contas ficaram negativas em R$ 44,216 bilhões. Em 2025 como um todo, por sua vez, houve déficit de R$ 61,7 bilhões (0,48% do PIB), sem considerar os abatimentos previstos em lei. O resultado de junho deste ano foi formado por déficit de R$ 2,451 bilhões do Tesouro, déficit de R$ 50,474 bilhões da Previdência Social e déficit de R$ 155 milhões do BC. No primeiro semestre deste ano, por sua vez, o governo central registrou déficit de R$ 92,227 bilhões, fruto de superávit de R$ 144,277 bilhões do Tesouro e déficits de R$ 236,180 bilhões da Previdência e R$ 324 milhões do BC. O resultado acumulado no primeiro semestre é o segundo pior para o período em termos reais na série histórica, só perdendo para o acumulado de janeiro a junho de 2020. A meta de resultado primário para este ano é de um superávit de R$ 34,3 bilhões, com intervalo de tolerância de 0,25 ponto do PIB, para mais ou para menos. Esse intervalo admite um déficit zero no ano. No último relatório bimestral de reavaliação do Orçamento, o governo previu que terminará o ano com um superávit primário de R$ 10,8 bilhões, quando considerado os abatimentos legais. Sem esses descontos, a projeção para o ano vira um déficit de R$ 52 bilhões. Receita com dividendos O governo federal recebeu R$ 2,386 bilhões de dividendos de empresas estatais em junho. No mesmo mês de 2025, o pagamento de dividendos pelas estatais somou R$ 2,751 bilhões. Com isso, o governo obteve R$ 10,471 bilhões em dividendos e participações no acumulado deste ano até junho, contra R$ 24,948 bilhões no mesmo período de 2025. Receita líquida A receita líquida do governo central registrou alta real de 10,3% em junho (contra o mesmo mês de um ano antes), somando R$ 195,173 bilhões. Enquanto isso, as despesas totais subiram 9% na mesma comparação, alcançando R$ 243,351 bilhões. Já no acumulado deste ano, a receita líquida alcançou R$ 1,255 trilhão (alta real de 5,6%), enquanto as despesas totais somaram R$ 1,347 trilhão (alta real de 12,3%). Investimentos O governo federal investiu R$ 7,753 bilhões em junho, o que representa alta real de 18% em relação ao mesmo mês de 2025. No acumulado deste ano até junho, os investimentos somam R$ 49,798 bilhões, alta real de 65,7% na comparação com o mesmo período de 2025. Sede do Banco Central — Foto: Andressa Anholete/Bloomberg