Dois turistas holandeses ouvidos pela Polícia Civil de Foz do Iguaçu (PR) nesta quarta-feira (29) sobre o acidente que matou um jovem de 25 anos no Macuco Safari relataram que o barco teria virado após uma rajada de vento.

"Quatro foram para um lado, dois foram para outro. Cada um se socorreu de um jeito. Demorou um pouco para chegar a assistência, os primeiros socorros. [Então eles] ou foram para as margens por conta própria ou subiram em outra embarcação", disse o delegado Carlos Eduardo Loro, em entrevista à RPC-TV, afiliada da TV Globo.

No final da manhã de terça-feira (28), dois tripulantes (piloto e copiloto) conduziam um barco com seis turistas holandeses pelo rio Iguaçu, na região das Cataratas do Iguaçu. O passeio, chamado Macuco Safari, é realizado pela empresa Ilha do Sol, sob concessão do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), gestor do Parque Nacional do Iguaçu.

Cerca de dez minutos após o início do trajeto, o barco virou e um holandês morreu. A Polícia Científica do Paraná ainda aguarda dados da família para confirmar oficialmente a identidade dele.

De acordo com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), a rajada mais forte de vento na terça em Foz do Iguaçu foi de 35,6 km/h na estação do Simepar às 9h45 e de 53,6 km/h na estação do aeroporto da cidade às 9h40. Mas o Simepar pondera que o vento é "um dado extremamente localizado" e "pode ser que tenha ocorrido alguma rajada mais forte especificamente ali [no passeio no rio], devido a toda a formação rochosa na região".