Os principais índices de ações de Nova York abriram em alta nesta quinta-feira, com impulso das empresas de tecnologia, especialmente as fabricantes de chips e semicondutores Placa de Wall Street — Foto: Michael Nagle/Bloomberg Os principais índices de ações de Nova York abriram em alta nesta quinta-feira, com impulso das empresas de tecnologia, especialmente as fabricantes de chips e semicondutores, e após a divulgação de dados de inflação em linha com o esperado pelo mercado. As bolsas recuperam parte das perdas vistas na véspera, quando questionamentos sobre o compromisso do presidente do Fed, Kevin Warsh, com o controle da inflação pesam sobre o sentimento do mercado. Por volta das 10h40 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,56%, aos 51.884,45 pontos, o S&P 500 tinha alta de 0,88%, aos 7.380,34 pontos, e o Nasdaq avançava 1,66%, aos 24.846,799 pontos. O setor de tecnologia (+3,60%) apresentava forte valorização, liderando os ganhos da bolsa americana, com destaque para as ações de fabricantes de chips e semicondutores e da Microsoft, que subiam 14,57%, após a empresa divulgar seus resultados trimestrais. As fabricantes de chips e semicondutores se recuperam de um forte movimento de venda visto nas últimas semanas, em meio a temores de maior concorrência com a China e dúvidas sobre a tese de inteligência artificial. O segmento é um dos maiores beneficiários dos elevados investimentos das "hyperscalers" e liderou o rali da bolsa americana no primeiro semestre, mas passou por certa correção recentemente. Os resultados positivos da Microsoft contribuíram para impulsionar o sentimento em relação às empresas de tecnologia. No entanto, a Meta caía 9,68% na abertura, sendo penalizada pelo mercado, após reportar uma queda de 91% em seu fluxo de caixa livre. Entre os dados econômicos divulgados nesta manhã, o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) recuou 0,1% em julho ante junho, o que veio em linha com o esperado pelo mercado, e subiu 3,7% em relação ao mesmo período no ano passado, permanecendo bem acima da meta do Federal Reserve (Fed). Ontem, a percepção de que o novo presidente, Kevin Warsh, não estaria comprometido o suficiente com o controle da inflação nos Estados Unidos pesou sobre o sentimento nos mercados, levando os rendimentos dos Treasuries de 30 anos para seu maior nível desde 2007.