Preocupações com estoques aumentaram após Washington fornecer grandes quantidades de armas a aliados e empregar munições em suas próprias operações militares contra Teerã Um homem observa um modelo do míssil Patriot Advanced Capability (PAC-3) Missile Segment Enhancement (MSE) da Lockheed Martin em uma feira militar internacional em Kielce, Polônia, em 7 de setembro de 2017 — Foto: REUTERS/Kacper Pempel/Foto de Arquivo O Exército dos Estados Unidos concedeu à Lockheed Martin um contrato de até US$ 58,6 bilhões para a produção de mísseis interceptadores Patriot, informou o Pentágono nesta quarta-feira, enquanto os conflitos no Irã e na Ucrânia pressionam os estoques americanos de armamentos. Os EUA forneceram grandes quantidades de armas a aliados e também vêm empregando munições em suas próprias operações militares contra Teerã, o que aumentou as preocupações com os estoques de sistemas essenciais de defesa aérea e de armamentos guiados de precisão. Segundo o Exército, o contrato transforma um acordo anterior de um ano, no valor de US$ 4,7 bilhões, concedido em abril, em um contrato-quadro de sete anos, criando um plano plurianual de compras para os interceptadores entre os anos fiscais de 2026 e 2032. Negociadores do Pentágono vêm pressionando as empresas de defesa a acelerar significativamente a produção. Acordos preliminares firmados neste ano estão no centro dos esforços para ampliar a fabricação de mísseis. O governo do presidente Donald Trump também intensificou a pressão sobre o setor para que priorize a produção em vez da distribuição de recursos aos acionistas. Em janeiro, Trump assinou um decreto determinando a identificação de empresas consideradas com desempenho insatisfatório em contratos públicos, apesar de continuarem distribuindo lucros aos acionistas. Executivos da indústria receberam positivamente esses acordos de produção, mas afirmam que o Congresso ainda precisa aprovar os recursos antes que as empresas possam ampliar investimentos em componentes e capacidade fabril. Os termos finais e os cronogramas de entrega de muitos contratos de munições do Pentágono ainda estão em negociação. Um acordo semelhante foi firmado com a RTX, controladora da Raytheon, para ampliar a produção dos mísseis de cruzeiro Tomahawk dos atuais cerca de 60 por ano destinados às Forças Armadas americanas para, futuramente, 1.000 unidades anuais. A Lockheed, sediada em Bethesda, no Estado de Maryland, afirmou que os recursos permitirão cumprir a promessa de triplicar a capacidade de produção dos interceptadores PAC-3 MSE até o fim de 2030 e ampliar em 50% o número de funcionários de sua fábrica em Camden, no Estado do Arkansas, para cerca de 1.850 empregados, ante os atuais 1.200. A empresa já havia anunciado que elevaria a produção anual dos interceptadores Patriot PAC-3 para 2.000 unidades. A Lockheed Martin informou ainda que pretende investir entre US$ 8 bilhões e US$ 9 bilhões até 2030 para modernizar mais de 20 instalações nos Estados Unidos, incluindo novos centros de produção de munições nos Estados do Alabama e do Arkansas. O PAC-3 MSE é um míssil interceptador de impacto direto ("hit-to-kill") utilizado no sistema de defesa aérea Patriot para destruir mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e aeronaves. O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês), centro de pesquisa sediado em Washington, estimou nesta semana que as Forças Armadas americanas dispõem atualmente de menos de 1.000 interceptadores Patriot e menos de 250 interceptadores THAAD, dois dos principais sistemas de defesa aérea dos EUA. Ambos os equipamentos vêm sendo amplamente utilizados nas operações recentes no Oriente Médio.
EUA fecham contrato de até US$ 58,6 bi com Lockheed para mísseis Patriot
Preocupações com estoques aumentaram após Washington fornecer grandes quantidades de armas a aliados e empregar munições em suas próprias operações militares contra Teerã












