O Conarh 2026 chega à sua 52a edição com uma agenda que reflete a virada de maturidade do RH brasileiro: o mercado não vai ao evento para descobrir os problemas, vai para aprender a resolvê-los Divulgação — Foto: Divulgação Em agosto, São Paulo concentra o maior debate sobre gestão de pessoas da América Latina. O Conarh 2026, promovido pela ABRH Brasil com o conceito "Cidade do RH", acontece nos dias 18, 19 e 20 de agosto no São Paulo Expo. O tema da edição, "Brasil Global: O Futuro da Gestão é Humano", reforça uma mudança no debate do setor: depois de anos com a agenda dominada pelo diagnóstico das transformações do trabalho, o mercado chega buscando respostas práticas. A programação reflete esse movimento. A Arena RH Tech, novidade desta edição, reúne painéis dedicados ao uso de inteligência artificial na gestão de pessoas, automação de processos, análise de dados, produtividade e ética algorítmica. O Festival do Trabalho aborda aprendizagem contínua, cultura organizacional, saúde e bem-estar e o papel da IA na evolução das profissões. A criação da Arena Agro, voltada à gestão de pessoas no agronegócio, sinaliza a expansão do debate para além dos setores que tradicionalmente pautam o evento. "O RH entrou em uma nova fase de maturidade. Inteligência artificial, saúde mental e dados já não são discussões sobre o futuro: são decisões que as empresas precisam tomar agora. O desafio deixou de ser entender se essas transformações vão impactar a gestão de pessoas e passou a ser como incorporá-las com estratégia, responsabilidade e impacto real no negócio", diz Monize Oliveira, Gerente Sênior de Comunicação e Marketing da Redarbor Brasil, detentora do Pandapé. Entre os temas que chegam mais quentes está a governança do uso de inteligência artificial no RH. Depois de um 2025 marcado pela adoção acelerada de ferramentas de IA para triagem e recrutamento, o debate de 2026 avança para uma nova etapa: quem é responsável pelas decisões que os algoritmos suportam, como garantir transparência nos critérios utilizados e como evitar que vieses históricos se perpetuem em sistemas automatizados. A saúde mental no trabalho também chega ao evento em um contexto regulatório de mudanças. A atualização da NR-1, que passou a incluir a gestão de riscos psicossociais entre as responsabilidades das empresas, entrou em vigor em maio de 2026. Em junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu por 90 dias a aplicação de multas e sanções administrativas relacionadas a esses dispositivos da norma, mas o tema segue como uma das principais agendas do RH, especialmente pela necessidade de transformar a discussão em práticas efetivas de prevenção e gestão de riscos. "A atualização da NR-1 trouxe a gestão de riscos psicossociais para uma discussão mais estratégica dentro das empresas. Mas cumprir uma exigência regulatória é diferente de construir uma gestão real sobre o tema. Essa diferença vai aparecer cada vez mais nos indicadores de turnover, absenteísmo e clima das organizações", afirma Monize Oliveira. Os dados comportamentais como critério de decisão em recrutamento e desenvolvimento também devem ocupar espaço relevante no evento. A discussão deixou de estar apenas no campo das tendências e passou a fazer parte da operação: como estruturar avaliações válidas, como utilizar essas informações para aumentar a qualidade das decisões e como aplicar esses dados de forma transparente ao longo da jornada do colaborador. O Pandapé Genoma, lançado na última edição do CONARH, chega agora ao evento com casos de sucesso nessa frente, utilizando avaliações comportamentais e modelos de análise para apoiar decisões mais estratégicas no recrutamento. Entre os resultados observados por empresas que adotaram avaliações estruturadas está a redução média de 20% na rotatividade em determinados contextos de aplicação. "A tecnologia está levando o RH para uma nova etapa: não se trata apenas de automatizar processos, mas de tomar decisões melhores sobre pessoas. Quando combinamos inteligência artificial, dados e avaliações comportamentais baseadas em evidências, conseguimos reduzir a subjetividade e ampliar a qualidade das decisões, sem retirar do recrutador aquilo que deve continuar sendo humano. O futuro do RH não é escolher entre tecnologia e pessoas, mas usar a tecnologia para compreender melhor as pessoas." A liderança como fator de impacto na retenção também deve ganhar espaço nas discussões. O debate sobre a relação entre gestores, engajamento e permanência dos profissionais passou a ser analisado a partir de indicadores de clima, desempenho e desligamentos. "Estamos saindo de um período em que o RH acumulou novas tecnologias, dados e possibilidades para uma etapa mais exigente: transformar tudo isso em melhores decisões. A tecnologia pode ampliar muito a capacidade do RH, mas o valor não está em automatizar por automatizar. Está em devolver tempo, inteligência e contexto para que os profissionais tomem decisões melhores sobre pessoas", conclui Monize Oliveira. Durante o evento, o Pandapé apresentará suas soluções que impactam desde a atração e seleção de talentos até a admissão de colaboradores, com recursos de inteligência artificial, automação de processos e avaliação comportamental preditiva, mostrando como tecnologia e dados ajudam o RH a tomar decisões mais rápidas, precisas e estratégicas.
IA, saúde mental e dados comportamentais dominam agenda do maior evento de RH do Brasil
O Conarh 2026 chega à sua 52a edição com uma agenda que reflete a virada de maturidade do RH brasileiro: o mercado não vai ao evento para descobrir os problemas, vai para aprender a resolvê-los








