Candidato do PL que esteve no centro de racha entre Michelle e Flávio aparece em quinto lugar, com entre 3% e 4% das intenções de voto 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cid Gomes (PSB) e Capitão Wagner (União) lideram corrida ao Senado no Ceará — Foto: Roque de Sá / Agência Senado e Agência Câmara A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira mostra o pré-candidato à reeleição Cid Gomes (PSB) na liderança da corrida ao Senado no Ceará. Rompido politicamente desde 2022 com o irmão Ciro Gomes (PSDB), que também aparece à frente na disputa pelo governo estadual, o senador tem entre 21% e 24% das intenções de voto, a depender dos oponentes testados. Ele é seguido de perto pelo ex-deputado federal Capitão Wagner (União), da oposição, que marca 16% em cada cenário. Atrás de Cid e Wagner, vêm Luizianne Lins (Rede), com 9%, e Eunício Oliveira (MDB), que varia de 8% a 10%. Já o pastor Alcides Fernandes (PL) — apoiado por Flávio Bolsonaro em detrimento da aliada de Michelle Bolsonaro Priscila Costa, num arranjo que selou o apoio formal do PL a Ciro Gomes, raiz do racha familiar bolsonarista — fica entre 3% e 4%. Domingos Filho (PSD) tem 2%; Anna Karina (PSOL), de 1% a 2%, e Chiquinho Feitosa (Republicanos), General Theóphilo (Novo), Reginaldo Ferreira (PSTU) e Professor Germano Lima (PSOL), 1%, cada, a depender do cenário. Cândido Albuquerque (PSDB) não pontuou. Os indecisos somam ao menos um quinto dos eleitores (20%), a até 21%. Aqueles que indicam voto em branco, nulo e a intenção não de ir votar ficam entre 17% a 22%. Segundo a Quaest, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) lidera a corrida pelo governo do Ceará contra o atual ocupante do Executivo estadual Elmano de Freitas, candidato do PT à reeleição. No cenário de primeiro turno, Ciro aparece com 43%, contra 32% do aliado de Lula e do ex-governador Camilo Santana. Em terceiro lugar, vem o senador Eduardo Girão (Novo), apoiado por Michelle, com 3%. Nesta semana, Ciro Gomes lamentou não ter o apoio do irmão senador, que compõe a chapa de Elmano de Freitas. — É uma frustração já mofada, já vencida. É uma frustração grande, pesada. Essa ingratidão dói muito. Mas, isso já passou. Já aconteceu em 2022. Agora é página virada — disse Ciro, em entrevista à rádio O Povo CBN. A dianteira de Ciro sobre o petismo e a aliança com o PL no estado não se refletem, porém, nos dados da corrida à Presidência. O apoio formal do PL à candidatura do tucano esteve na raiz do racha familiar entre Flávio e a madrasta, Michelle Bolsonaro, que se posicionou publicamente contra o arranjo, com várias críticas a Ciro por ataques antigos ao marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A então presidente do PL Mulher tentava emplacar a sua vice no braço feminino do partido, a deputada Priscila Costa (PL), como candidata ao Senado. Mas foi preterida por decisão do diretório cearense da sigla, comandado pelo deputado André Fernandes, cujo pai Alcides foi lançado à corrida. Segundo a Quaest, Lula hoje lidera com folga a corrida à Presidência no estado, com 55% no primeiro turno, ante 22% de Flávio. No segundo turno, o petista venceria os principais oponentes com 60% das intenções de voto. A pesquisa ouviu 1.002 eleitores cearenses presencialmente entre os dias 24 e 28 de julho. A margem de erro é de três pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-03238/2026 e CE-09277/2026.