Tucano superaria aliado de Lula e ex-governador Camilo Santana em eventual segundo turno por 48% a 35%, se a eleição fosse hoje, indica levantamento 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Elmano de Freitas (à esquerda) e Ciro Gomes (à direita) — Foto: Brenno Carvalho e Valter Campanato/Agência Brasil O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) lidera a corrida eleitoral pelo governo do Ceará contra o atual ocupante do Executivo estadual Elmano de Freitas, candidato do PT à reeleição, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira. No cenário de primeiro turno, Ciro aparece com 43%, contra 33% do aliado de Lula e do ex-governador Camilo Santana— os dois oscilaram dentro da margem de erro desde o levantamento anterior, de abril, quando o tucano tinha 41% a 32%. Os dados apontam uma disputa polarizada entre os dois. Em terceiro lugar, vem o senador Eduardo Girão (Novo), apoiado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, com 3%, seguido de Jair Pereira (PSOL), que marca 1%. Hugo Leonardo (Missão), Serley Leal (UP) e Zé Batista (PSTU) não pontuaram. Os indecisos são 13%, e aqueles que indicam voto em branco, nulo ou a intenção de não votar, 7%. Num eventual segundo turno, Ciro Gomes tem 48% das intenções de voto, numa oscilação positiva de dois pontos desde o último levantamento. Elmano de Freitas segue no mesmo patamar de 35%. Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados são instados a citar algum nome sem ver antes as opções, o apoio aos dois fica próximo: 15% a 13%, com vantagem para Ciro. A dianteira de Ciro sobre o petismo no estado não se reflete, no momento, na corrida à Presidência. O apoio formal do PL à candidatura do tucano esteve na raiz do racha familiar entre Flávio e a madrasta, Michelle Bolsonaro, que se posicionou publicamente contra o arranjo, com várias críticas a Ciro. Segundo a Quaest, Lula hoje lidera com folga a corrida à Presidência no estado, com 55% no primeiro turno, ante 22% de Flávio. No segundo turno, o petista venceria os principais oponentes com 60% das intenções de voto. A pesquisa ouviu 1.002 eleitores cearenses presencialmente entre os dias 24 e 28 de julho. A margem de erro é de três pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-03238/2026 e CE-09277/2026. A proporção de eleitores que considera sua decisão de voto definitiva saltou dez pontos de abril para cá, de 41% a 51%. E a parcela de entrevistados que disse que poderiam mudar a escolha recuou no mesmo grau, 58% a 48%. Na simulação de segundo turno contra Elmano, o apoio a Ciro é mais presente no eleitorado masculino (55% x 34%) e com ensino superior (51% x 38%). Entre os eleitores mais jovens, de 16 a 34 anos, o tucano saltou seis pontos desde abril, para atuais 54%, enquanto o petista recuou cinco pontos, a 27%. O candidato apoiado pelo presidente Lula, por outro lado, foi de 28% a 40% entre os eleitores que recebem mais de cinco salários mínimos, enquanto Ciro passou de 54% a 49% nessa faixa do eleitorado. O tucano lidera entre os mais pobres, que ganham até dois salários (46% a 36%). O candidato ao governo mais rejeitado no estado é Elmano, com 39%, seguido por Ciro e Eduardo Girão, ambos com 32%. Para 51% do eleitorado, o petista merece se reeleger, enquanto 40% indicaram discordar dessa possibilidade. Os dados apontam ainda que 45% dos eleitores cearenses defendem que a próxima gestão deve "mudar apenas o que não está bom". Outros 35% querem uma mudança total, e 17% apoiam a continuidade do trabalho que vem sendo feito. Segundo a Quaest, 45% querem que o próximo governador seja aliado de Lula, 34% apoiam alguém independente e 16% preferem um aliado de Jair Bolsonaro. Aprovação do governo Elmano O levantamento mostra estabilidade na aprovação do governo petista no Ceará. Na sondagem de julho, 52% dos eleitores cearenses afirmaram aprovar a gestão Elmano, contra 33% dos que desaprovam. Outros 15% não souberam ou não responderam. Em abril, a aprovação de 53% e a desaprovação, 30%. Para 37%, a avaliação do atual governo é positiva, mesmo patamar de abril. Aqueles que a julgam regular oscilaram de 36% a 34%. A avaliação é negativa para 23% — na sondagem anterior, eram 23%. A área mais bem avaliada do governo é a Educação (64%) e a com pior avaliação é a Segurança (31%).