O Ministério Público da Bolívia determinou nesta quarta (29) a prisão do ex-presidente Evo Morales, investigado por supostamente liderar os recentes protestos contra o governo que paralisaram o país por mais de 50 dias.
"Hoje [...] foi expedido um mandado de prisão" contra Evo, no âmbito de uma investigação sobre dezenas de bloqueios de rodovias durante as manifestações contra o governo realizadas em maio e em junho, informou o procurador-geral do Estado, Roger Mariaca.
De acordo com a denúncia, o ex-líder é investigado por "insurreição armada contra a segurança e a soberania do Estado, terrorismo, atentado contra a segurança dos meios de transporte, associação criminosa, instigação pública à prática de crimes e atentado contra a segurança dos serviços públicos".
Os manifestantes, formados principalmente por trabalhadores, camponeses, mineiros e professores, organizaram protestos durante mais de 50 dias. A mobilização refletiu a insatisfação com as reformas propostas por Rodrigo Paz e com a falta de resultados para enfrentar a grave crise econômica no país.
O presidente, eleito após duas décadas de governos socialistas liderados por Evo e Luis Arce, lida com um cenário marcado pela escassez de alimentos, combustíveis e medicamentos, além da disparada dos preços.










