A conclusão da perfuração de um poço de petróleo na costa amazônica —uma fase exploratória, para saber se existe óleo em escala comercial— será adiada mais uma vez.

A Petrobras afirmou, em um documento enviado ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), que a data mais cedo para a conclusão do poço está prevista para o fim de agosto.

Esse documento foi elaborado na última terça-feira (28) e encaminhado ao Ibama, responsável pelo licenciamento ambiental do empreendimento na costa do Amapá. "A Petrobras se compromete a manter o órgão atualizado acerca da previsão de conclusão da perfuração", cita o ofício.

Antes, após uma cobrança do Ibama, a estatal elaborou um cronograma sobre o andamento da prospecção de óleo no chamado bloco 59, que fica na altura de Oiapoque (AP), 160 km mar afora. Por esse cronograma, fornecido em junho, o término da perfuração nesse ponto da bacia da Foz do Amazonas ocorreria em 7 de agosto —em menos de dez dias, portanto.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse à Folha que a estatal está perfurando o poço com cautela, por se tratar de poço pioneiro em uma nova fronteira, onde ainda não houve exploração de petróleo. "Estamos indo com muito cuidado", afirmou.