A estudante Raika Milena, 16, decidiu esperar para votar. Moradora da Vila Aricanduva, na zona leste de São Paulo, ouviu de amigos que o atendimento para emitir o documento estava com filas. Um deles desistiu diante da espera.
"De qualquer forma, vou ter um título quando completar 18 anos. Já que não precisa, não vou ver isso agora", diz Raika.
O número de jovens com 16 e 17 anos que se registraram junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e estão aptos a votar nas eleições de 2026 caiu 23% em comparação ao último pleito presidencial. Em 2026, eles são 1,6 milhão. Em 2022, eram 2,1 milhões.
A queda é superior à variação populacional dessa faixa etária no mesmo período, que diminuiu 5,6% segundo a projeção do IBGE.
O 1,6 milhão de adolescentes representa 1% do eleitorado deste ano. Em 2022, os jovens que votavam sem serem obrigados representavam 1,4% dos eleitores. O percentual é pequeno, mas pode ser decisivo —nas últimas eleições, Lula (PT) venceu Jair Bolsonaro (PL) por margem apertada de 1,8% dos votos válidos.








