Gunther von Hagens, cientista alemão cujas exposições itinerantes de corpos com ossos e músculos à mostra atraíram dezenas de milhões de visitantes mas também críticas de grupos religiosos e de direitos humanos, morreu na última sexta (24) em um hospital na cidade de Heidelberg, na Alemanha. Ele tinha 81 anos.
Rebecca Brewer, a assistente pessoal dele, disse que a morte foi causada por uma hemorragia cerebral. Von Hagens havia sido diagnosticado com doença de Parkinson em 2008.
Desde que sua primeira exposição, "Body Worlds", estreou em Tóquio em 1995, as mostras de Von Hagens atraíram mais de 50 milhões de visitantes. Além de apresentações itinerantes em dezenas de países, houve instalações permanentes na Alemanha, nos Países Baixos e nos Estados Unidos.
No fim dos anos 1970, Von Hagens desenvolveu a plastinação. O processo consistia em remover a pele e a gordura de um corpo, substituir os fluidos por um material plástico resistente, colocá-lo em uma posição realista e, então, usar calor, luz ou gás para endurecê-lo em uma câmara especializada.
O cientista e sua equipe levavam centenas de horas para processar cada corpo, um procedimento conduzido em instalações que ele mantinha na Alemanha e na China. Ele também aplicava o processo a animais de grande porte —uma de suas figuras mais famosas apresenta um cavaleiro sobre um cavalo empinado, ambos sem pele.










