Em eventual segundo turno, candidato do União Brasil tem 43% contra 39% de petista 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jerônimo Rodrigues (à esquerda) e ACM Neto (à direita) — Foto: Divulgação e Brenno Carvalho RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/07/2026 - 06:39 ACM Neto e Jerônimo Rodrigues empatam na disputa pelo governo da Bahia, aponta pesquisa ACM Neto (União) e Jerônimo Rodrigues (PT) estão tecnicamente empatados na disputa pelo governo da Bahia, segundo pesquisa Genial/Quaest. Neto tem 39% e Rodrigues 38% das intenções de voto. No segundo turno, Neto lidera com 43% contra 39% de Rodrigues. A pesquisa ouviu 1.200 pessoas em 61 municípios baianos, com um nível de confiança de 95%. Rejeição de Jerônimo é de 40%, superior à de ACM, que é de 33%. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) aparece numericamente à frente do atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) em cenários testados para as eleições ao governo da Bahia, conforme pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, o cenário atual é de empate técnico. Os dados da disputa oscilaram dentro da margem de erro desde o levantamento anterior, divulgado em abril. Segundo a Genial/Quaest, os candidatos ao governo Aroldo Felix (UP) e Ronaldo Mansur (PSOL) têm 1%, cada, das intenções de voto. José Estevão (DC) não pontuou. Os indecisos somam 13%, e aqueles que indicam voto em branco, nulo ou a intenção de não votar são 8%. Em um eventual segundo turno, ACM possui 43% das intenções de voto, enquanto o petista marca 39%. Devido à margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, eles estão empatados tecnicamente. Para 54% dos baianos, a decisão do voto já é definitiva, enquanto 44% afirmam que podem mudá-lo caso "algo aconteça". O levantamento ouviu 1.200 pessoas, em 61 municípios baianos, entre os dias 23 e 27 de julho. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada junto à Justiça Eleitoral sob os números BA-02331/2026 e BR-05856/2026. A rejeição de Jerônimo — quando o eleitor conhece o candidato e não votaria nele — é de 40%. O índice é maior que o de ACM, que marca 33% no quesito. Avaliação do governo Na opinião dos baianos, 33% da população acredita que o próximo governador deve mudar totalmente o que vem sendo feito na gestão estadual. Já 43% avaliam que é preciso mudar apenas o que não está bom, enquanto 21% defendem a manutenção do atual trabalho. Para a maioria da população (52%), Jerônimo merece ser reeleito — 41% pensam o contrário. A aprovação do governo Jerônimo oscilou um ponto para cima, a atuais 57%, assim como a desaprovação, que marca 34%. Para 37%, a avaliação da gestão é positiva; 35% avaliam ser regular e 23% consideram o trabalho negativo. No último levantamento, em abril, a avaliação positiva era do mesmo patamar, enquanto a negativa era de 25%. No novo levantamento, 47% afirmaram que gostariam que o próximo governador fosse aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para 34%, o ideal seria um governador independente e, para 14%, um aliado de Jair Bolsonaro. Mais da metade do eleitorado (56%) identifica Jerônimo Rodrigues como o candidato de Lula no estado, e 29% vinculam ACM Neto ao ex-presidente. Corrida eleitoral ACM Neto (União) escolheu o ex-ministro do governo Jair Bolsonaro João Roma (PL) e o senador Angelo Coronel (Republicanos), antigo membro da base do governo Jerônimo Rodrigues (PT), como os nomes que disputarão o Senado em sua chapa. Já a vaga de vice-governador na composição ficou com o ex-prefeito de Jequié Zé Cocá (PP). A aposta do PT nas candidaturas ao Senado do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, e de Jaques Wagner, líder do governo na Casa, selou a saída de Angelo Coronel da base da gestão petista. O senador deixou o PSD em fevereiro após perder espaço na montagem da chapa majoritária de Jerônimo de 2026. O vice-governador Geraldo Júnior (MDB) completa o arranjo em busca da reeleição. Ainda de acordo com Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, Costa e Wagner lideram a corrida eleitoral ao Senado. No levantamento, os correligionários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva somam 22% e 16% das intenções, respectivamente. Rui Costa oscilou dentro da margem de erro desde a sondagem anterior, de abril, enquanto Jaques Wagner — alvo de buscas em 18 de junho numa das fases da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura se ele atuou a favor dos interesses do Banco Master no Congresso em troca de "vantagens indevidas" — caiu seis pontos. Angelo Coronel e João Roma aparecem empatados em terceiro lugar, com 6% das intenções de voto. Votos em branco, nulos e a intenção de não ir votar registraram proporção relevante do eleitorado baiano: 24%. Os indecisos são 22%. Para o Senado, 51% dos entrevistados indicaram que o voto ainda pode mudar, enquanto 48% afirmaram que a escolha é definitiva. Em abril, 43% dos eleitores do estado se diziam decididos. Rui Costa tem a maior proporção de eleitores que o conhecem e votariam nele, 47%, seguido por Wagner (36%). Os petistas, por outro lado, são também os que registram maior "rejeição" (39% e 45% dos entrevistados afirmaram conhecê-los, respectivamente, mas indicaram que não os apoiariam nas urnas). Neste aspecto, os integrantes da chapa de ACM Neto têm o desafio de serem mais conhecidos pelo eleitorado da Bahia. Seis em cada dez entrevistados disseram desconhecer João Roma (61%) e Angelo Coronel (64%). Os dois são conhecidos, mas "rejeitados", por 24% e 23%. Caso Master Tanto o ex-prefeito como o senador tiveram nas últimas semanas os seus nomes vinculados ao caso. No dia 11 de março, O GLOBO revelou, com base em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora de recursos Reag. A quantias foram repassadas logo após as eleições de 2022, entre março de 2023 e maio de 2024. ACM Neto afirmou que os valores são referentes a serviços de consultoria e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos à Justiça. Já no dia 18, o portal Metrópoles mostrou que a nora de Jaques Wagner recebeu pelo menos R$ 11 milhões do Master. O valor foi pago à empresa BK Financeira, que tem como sócia Bonnie Toaldo Bonilha, casada com um enteado do senador. O contrato foi firmado em 2021. Em nota, o senador disse que “não tem conhecimento de nenhuma investigação, uma vez que jamais participou de qualquer intermediação ou negociação em favor da empresa citada”. No caso do PT, há ainda as relações do banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Master, com figuras do partido, como o ministro Rui Costa (Casa Civil). Quando era governador do estado, Costa privatizou a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), dona da rede de supermercados Cesta do Povo, arrematada em 2018 por Lima.