Débito estimado em R$ 15 milhões coloca em risco a operação do sistema de trens 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sem margem. Os trens na oficina no Santo Cristo. — Foto: Domingos Peixoto / Agência O GLOBO RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/07/2026 - 17:40 Crise na SuperVia: Dívida de R$ 15 Mi Ameaça Trens no Rio A Comissão de Transportes da Alerj, liderada pelo deputado Dionísio Lins, solicitou informações sobre uma dívida de R$ 15 milhões deixada pela antiga concessionária SuperVia, que pode comprometer o serviço de trens no Rio. O pedido visa esclarecer responsabilidades e estratégias para quitação dos débitos. A nova operadora, Trens-RJ, enfrenta desafios como manutenção deficiente e segurança nas estações. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O risco de interrupção da prestação de serviços por alguns fornecedores considerados essenciais para o funcionamento dos trens no Rio, em razão de débitos contraídos pela ex-concessionária SuperVia, no valor estimado de R$ 15 milhões, fez com que o presidente da Comissão de Transportes da Assembleia Legislativa, deputado Dionísio Lins (Progressistas), encaminhasse, nesta terça-feira, um pedido de informações à permissionária Trens-RJ. No documento, o parlamentar solicita uma série de esclarecimentos, entre eles, as responsabilidades que cabem à operadora e ao governo estadual, além do planejamento para a quitação dos débitos. Sem margem. A Trens-RJ encontrou um rastro de dívidas da Supervia, que entregou a concessão devendo vários fornecedores, entre eles, empresas de fabricação de peças e restauração de vagões — Foto: Domingos Peixoto / Agência O GLOBO O deputado também fez questionamentos sobre as despesas com a manutenção preventiva e corretiva da frota, das estações e dos equipamentos. Além disso, solicitou a relação das 14 estações consideradas áreas de risco pela empresa e quais ações serão implementadas para coibir assaltos. A a segurança nas estações e plataformas é responsabilidade do governo estadual. Segundo contrato homologado em fevereiro pela 6ª Vara Empresarial, firmado entre o governo estadual e o consórcio Nova Via Mobilidade (que utiliza a marca Trens-RJ), a permissionária não é responsável pelo passivo da SuperVia. As dívidas, estimadas em R$ 15 milhões, foram contraídas em maio de 2026, mês em que a concessionária operou o sistema até o dia 29. A Trens-RJ, por sua vez, passou a operar o serviço a partir do dia 30 do mesmo mês. Dionísio pede ainda que sejam enviados os planos de contingência e de gerenciamento de crise que deverão ser implementados pela empresa em situações de emergência. O objetivo é evitar que os usuários sejam prejudicados por problemas técnicos ou estruturais e impedir que falhas antigas voltem a ocorrer. Outro ponto levantado pelo parlamentar é a violência nas 104 estações da malha ferroviária de 270 quilômetros administrada pela concessionária. Segundo dados da própria Trens-RJ, cerca de 14 estações estão sob influência do crime organizado, já que a linha férrea corta 179 comunidades controladas por esses grupos. A malha ferroviária conta apenas com o patrulhamento de PMs do Grupamento de Policiamento Ferroviário. — Não podemos permitir que os mesmos problemas enfrentados anteriormente pelos usuários voltem a acontecer, como assaltos nas plataformas, atrasos diários das composições e o transporte de passageiros em condições precárias, como gado, em vagões sujos e sem iluminação, principalmente nos ramais que atendem à Baixada Fluminense. Tenho certeza de que o atual governo está atento à situação e irá intervir sempre que necessário — afirmou.