Teste de DNA confirmou identidade de Bernarda Vera Contardo, incluída por décadas na lista oficial de desaparecidos da ditadura de Augusto Pinochet 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bernarda Vera em registros de arquivo familiar e durante abordagem de equipe de reportagem — Foto: Arquivo e Reprodução / Chilevision RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/07/2026 - 18:26 Ativista chilena dada como morta na ditadura é encontrada viva após 50 anos A ativista chilena Bernarda Vera Contardo, considerada morta durante a ditadura de Pinochet, foi encontrada viva na Argentina, mais de 50 anos depois. Um teste de DNA confirmou sua identidade, encerrando um dos casos mais emblemáticos do regime. Bernarda, do Movimento de Esquerda Revolucionária, foi dada como desaparecida em 1973, mas conseguiu fugir para a Argentina, onde viveu sob nova identidade. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma professora e ativista chilena que constava havia mais de 50 anos na lista oficial de desaparecidos da ditadura de Augusto Pinochet foi encontrada viva na Argentina. Um teste de DNA confirmou que Bernarda Rosalba Vera Contardo, militante do Movimento de Esquerda Revolucionária (MIR), é a mulher localizada na província de Buenos Aires, encerrando um dos casos mais emblemáticos do período de repressão no Chile. A confirmação foi comunicada pela Justiça chilena à família após uma comparação entre o perfil genético da mulher encontrada na Argentina e amostras de DNA armazenadas no Banco Genético de Familiares de Detidos e Executados Políticos do Serviço Médico Legal do Chile, segundo a agência de notícias AP. O exame apontou uma probabilidade superior a 99,9999% de que ela é Bernarda Vera. O processo corre sob sigilo. Durante décadas, Bernarda figurou entre as vítimas de desaparecimento forçado da ditadura instaurada após o golpe militar de 11 de setembro de 1973. O Relatório Rettig, elaborado após o fim do regime, afirmava que ela havia sido presa em outubro daquele ano e executada na região de Villarrica junto com outros 15 detidos. uma equipe de reportagem da emissora Chilevision tentou conversar com a mulher, mas ela não quis dar entrevista, depois de ser abordada na rua de casa. A possibilidade de que Bernarda estivesse viva começou a ser investigada em 2024, dentro do Plano Nacional de Busca, Verdade e Justiça, criado pelo governo chileno, então com o ex-presidente Gabriel Boric, para esclarecer o destino de desaparecidos políticos. A investigação ganhou força depois que a jornalista chilena Pascale Bonnefoy encontrou inconsistências nos relatos sobre o desaparecimento da professora e reuniu indícios de que ela teria conseguido fugir do Chile no fim de 1973. Em 2025, uma equipe da emissora Chilevisión localizou, nos arredores de Miramar, na província de Buenos Aires, uma mulher cujas características e documentos eram compatíveis com os de Bernarda. A descoberta levou o juiz responsável pelos processos de direitos humanos, Álvaro Mesa, a determinar a realização do exame genético que confirmou a identidade. As amostras de DNA utilizadas na comparação pertenciam à filha de Bernarda, que tinha apenas cinco anos quando perdeu contato com a mãe. Durante cinco décadas, ela acreditou que a professora havia sido assassinada pela repressão do regime militar. As investigações da jornalista indicam que Bernarda conseguiu atravessar a Cordilheira dos Andes rumo à Argentina após o golpe de Estado. Posteriormente, obteve asilo político e nacionalidade sueca, onde constituiu uma nova família e teve três filhos. Em 1999, segundo registros migratórios, deixou a Suécia e voltou a viver na Argentina, onde permaneceu por anos. Bernarda integrava o Movimento de Esquerda Revolucionária, organização perseguida pelo regime de Pinochet após o golpe que derrubou o governo do presidente Salvador Allende. Segundo as investigações, ela participou de uma tentativa frustrada de ataque a um posto policial na região de Neltume, ação que tinha como objetivo obter armas para apoiar a resistência ao novo regime. O caso faz parte do Plano Nacional de Busca impulsionado pelo governo chileno para esclarecer o destino de 1.469 vítimas da ditadura, entre desaparecidos e executados políticos cujos corpos nunca foram entregues às famílias.
Ativista dada como morta pela ditadura chilena é encontrada viva na Argentina mais de 50 anos depois
Teste de DNA confirmou identidade de Bernarda Vera Contardo, incluída por décadas na lista oficial de desaparecidos da ditadura de Augusto Pinochet










